Confirmadas duas mortes por febre amarela em São Paulo

As duas vítimas podem ter pego a doença em uma mata na região de Ribeirão Preto, no interior do Estado

Guto Silveira, Agência Estado

07 de junho de 2008 | 13h46

A Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto confirmou neste sábado, 7, que a morte do pedreiro Roberto Batista Pires, 39 anos, que morava em Cravinhos, ocorreu mesmo por febre amarela. A morte ocorreu no último dia 26 de abril, cerca de uma semana após Pires ter ido à mata Jataí, em Luís Antônio, na região de Ribeirão Preto. O pedreiro trabalhava em Ribeirão Preto, às margens da Rodovia Anhangüera. Um outro caso foi confirmado na cidade de Rincão, região de Araraquara. A pessoa também teria ido à mesma mata. Segundo o secretário da Saúde de Ribeirão Preto, a mata é extensa e exigirá a averiguação de uma área de 30 quilômetros. Desde 2000 a região não registrava casos de febre amarela, apesar de cinco casos suspeitos no ano passado e 11 este ano.No ano passado, foram investigados cinco casos suspeitos de febre amarela em Ribeirão Preto, mas nenhum foi confirmado. Neste ano já foram 11 os casos suspeitos, mas sem nenhuma confirmação até agora. Nem mesmo os macacos que morreram e que tiveram a morte investigada tiveram a doença.O Estado de São Paulo está há vários anos sem qualquer ocorrência de febre amarela. "Há muitos anos que nem se tem notícia de circulação do vírus", disse Maria Luiza Santa Maria, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde. Mas em Ribeirão Preto as suspeitas provocam preocupação em função da infestação do mosquito Aedes aegypti.Os serviços de saúde também querem intensificar a vacinação contra a febre amarela. Segundo Maria Luiza, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) oferecem a vacina das 8h às 17h. Já nas Unidades Básicas Distritais de Saúde o atendimento se prolonga ata as 22h e também vacina nos finais de semana.Ela voltou a lembrar que a vacina tem validade de 10 anos, mas quem tomou há nove anos já pode buscar novamente a vacina. Quem já se vacinou não precisa se preocupar. Também informou que a vacina só tem eficácia após dez dias da aplicação. "As pessoas precisam se vacinar. Principalmente caminhoneiros e outros profissionais que viajam para várias regiões do país", afirma Maria Luiza.

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