Confirmadas mortes no Azerbaijão pelo mortal H5N1

Testes de laboratório confirmaram ontem que três pessoas morreram por causa da gripe aviária no Azerbaijão. São os primeiros casos humanos no país. O vírus H5N1, o mais letal dos 15 subtipos causadores da influenza aviária, fora localizado no mês passado em aves selvagens na costa do Mar Cáspio. Desde então, já se espalhou para o norte e, no sul, chegou perto da fronteira com o Irã. Mianmar, no Sudeste Asiático, notificou seu primeiro caso de gripe aviária causada pelo H5N1 entre 112 frangos de uma granja nos arredores de Mandalay. Não há registro de infecção entre humanos. O país faz fronteira com Bangladesh, China e Tailândia. No Afeganistão, governo e técnicos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) disseram que o vírus H5 foi identificado em uma pequena quantidade de aves de criação. Falta agora verificar se o país foi atingido de fato pelo H5N1. A FAO já adiantou que considera alta a probabilidade. Camarões, o quarto país africano a ser atingido pela gripe aviária, depois de Nigéria, Egito e Níger, acredita que aves silvestres propagaram a enfermidade no país. As organizações internacionais temem que o avanço da gripe aviária no continente africano cause um colapso dos sistemas de saúde, já envolvidos em uma árdua luta contra a aids e a malária. Casos suspeitos estão sendo investigados no Gabão, Etiópia, Gâmbia e Serra Leoa. Desmentido alemão Aliviada, a Alemanha anunciou ontem que exames descartaram a hipótese de infecção pelo H5N1 entre patos de uma granja no sul do país, em Lichtenfels, a 80 quilômetros da fronteira com a República Checa. Até agora, a epidemia dizimou quase 200 aves selvagens, três gatos e uma marta.

Agencia Estado,

14 de março de 2006 | 14h32

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