Confirmados mais 2 mil casos de dengue na cidade do Rio

A Secretaria de Saúde explica que aumento, em apenas 24 horas, não sinaliza um agravamento da epidemia

O Estado de S. Paulo

09 de abril de 2008 | 15h01

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro notificou um aumento de 2.105 casos de dengue de terça, 8, para quarta-feira, 9. Desta forma, número total da doença na cidade sobe para 43.535 casos e 45 mortes somente este ano.  A secretaria explica que o grande aumento, em apenas 24 horas, não sinaliza um agravamento da epidemia. A notificação dos casos confirmados é feita pelos hospitais, públicos e privados, para a secretaria, podendo haver atraso no aviso. Assim, alguns casos que efetivamente ocorreram em outras datas são contabilizados juntamente com os casos do dia, algumas vezes aumentando de forma significativa o número divulgado pelo órgão. Em plena epidemia de dengue e após 67 mortes no Estado, o secretário da Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio, Sérgio Côrtes, e seu colega da Segurança Pública, José Mariano Beltrame, ainda buscam reforços para combater a proliferação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Eles pediram a líderes comunitários que convoquem os 4 mil guias cívicos que atuaram nos Jogos Pan-Americanos, no ano passado, para ajudar no combate aos focos da dengue nas favelas cariocas. O objetivo é que os jovens, entre 14 e 24 anos, orientem os moradores na eliminação de criadouros de larvas. Porém, para os guias entrarem em ação, os secretários e as lideranças no Ginásio do Maracanãzinho devem superar outro obstáculo. O pagamento da bolsa-auxílio de meio salário mínimo que a União ainda deve a alguns dos guias, desde o encerramento do Pan. "O pior é que alguns jovens acham que nós, os coordenadores dos grupos, ficamos com o dinheiro. Doze jovens dos 50 do meu grupo não receberam o último mês", lamentou Rogério Lima, de 44 anos, que coordenou o recrutamento de guias para o Pan no Complexo da Maré, zona norte. Beltrame disse que tentaria a liberação do pagamento. "Tentarei a liberação junto ao nosso convênio com o Ministério da Saúde." Desde segunda-feira, 7, 300 soldados do Exército também atuam no combate aos focos do mosquito da dengue. Eles estão trabalhando em parceria com o Corpo de Bombeiros. Após encontro com líderes comunitários, Côrtes reconheceu que havia focos de larvas de mosquito da dengue no prédio ao lado do local onde ficaram hospedados médicos do Amazonas, do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul, na Rua Gomes Freire, centro do Rio, mas explicou que os profissionais já foram transferidos para outro hotel, "principalmente por causa da localização." (Com Giovanna Montemurro, do estadao.com.br)

Tudo o que sabemos sobre:
epidemiadengueRio de Janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.