REUTERS/Adriano Machado
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Congresso deve liberar à Saúde até R$ 5 bilhões para combate ao novo coronavírus

A ideia é que o dinheiro fique livre para o Ministério da Saúde usar como melhor entender, desde que para enfrentar a doença. O ministro reconheceu que a pasta irá precisar de recursos para combater o avanço do vírus

Mateus Vargas, Julia Lindner e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2020 | 17h43

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), disse nesta quarta-feira, 11, que o Congresso Nacional deve liberar R$ 5 bilhões, via emendas feitas ao orçamento, para o enfrentamento ao novo coronavírus.  O valor é parte dos cerca de R$ 15 bilhões que serão indicados pelo relator do orçamento, deputado Domingos Neto (PSD-CE), e seria separado de R$ 5,8 bilhões previstos à saúde. 

"Muito obrigado ao presidente (da Câmara) Rodrigo Maia por ter sensibilizado todos os líderes a liberar essas emendas do relator", disse Mandetta em comissão da Câmara que debate o confronto à doença.

O Estado apurou que de R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões devem ser liberados para confronto à nova doença. Parte dos recursos de "emendas de relator" já seriam destinadas à saúde, mas Domingos Neto iria apontar como a verba seria alocada. Agora, a ideia é que o dinheiro fique livre para a Saúde usar como melhor entender, desde que para enfrentar a doença.

O relator do Orçamento, deputado Domingos Neto (PSD-CE), disse que o Congresso será "solidário à situação do novo coronavírus". Ele ponderou que destinar emendas para combate à doença depende dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia.

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Mandetta disse que o Brasil está na fase de "recomendações" sobre a doença, mas que pode partir para "determinações", conforme o número de casos aumentar. 

O ministro reconheceu que a pasta irá precisar de recursos para enfrentar a doença. Ele citou o investimento de R$ 900 milhões para aumentar de cerca de 1,5 mil para 6,7 mil o número de postos de saúde que atendem em horário estendido. 

Segundo Mandetta, o governo ainda avalia medidas restritivas mais rígidas sobre a doença, como evitar o contato social para pessoas acima de 60 anos ou com doença crônica, estimular o trabalho home office ou mudar regras sobre falta ao emprego e atestado médico. 

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