Divulgação/Nasa
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Congresso dos EUA apoia plano de terceirização de viagens espaciais

Mas projeto aprovado para a Nasa mantém ônibus espaciais na ativa até outubro de 2011

Associated Press, AP

30 de setembro de 2010 | 13h46

O Congresso dos Estados Unidos aprovou um plano para a Nasa que prorroga o programa de ônibus espaciais até 2011, ao mesmo tempo em que apoia a intenção do presidente Barack Obama de usar naves comerciais para levar astronautas até a órbita terrestre.

 

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A lei, aprovada pesa Câmara num placar de 304 a 118 votos, traz importantes mudanças para a Nasa. Ela prevê o desmantelamento do programa Constellation, estabelecido no governo de George W. Bush para levar astronautas de volta à Lua, e prorroga a vida útil da Estação Espacial Internacional (ISS), que deveria ser abandonada em 2015, até 2020.

 

As medidas já haviam sido aprovadas pelo Senado.

Segundo a lei, os EUA dependerão da ainda incipiente indústria espacial comercial para levar astronautas ao espaço. Mas, numa concessão aos congressistas preocupados com o desemprego na agência espacial, prorroga o programa de ônibus espaciais até o fim do ano fiscal que começa agora em outubro e vai até outubro de 2011.

 

Isso permitirá que, além da última missão programada para a frota dessas naves, prevista para fevereiro, um voo adicional de despedida seja realizado.

 

O administrador da Nasa, ex-astronauta Charles Bolden, disse que a lei, que prevê mais de US$ 58 bilhões em gastos para os próximos três anos, estimulará o cumprimento das metas presidenciais de prolongar a vida da ISS e lançar uma indústria de transporte espacial privado, estimulando novas tecnologias e criando empregos.

 

O plano de Obama anunciado no início do ano, encontrou forte resistência entre ex-astronautas e políticos, que disseram que seria muito perigoso apostar tudo na iniciativa privada enquanto a Nasa desenvolve novas tecnologias para levar astronautas a asteroides e a Marte.

 

A lei de consenso confirma muitas das metas de Obama, mas prorroga a vida dos ônibus espaciais e ordena que a Nasa se dedique a criar o novo foguete imediatamente - o plano original previa que o trabalho no veículo capaz de levar pessoas para além da órbita terrestre só começaria dentro de alguns anos.

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