Congresso tem fórum para tirar dúvidas sobre câncer de próstata

Evento aberto ao público será realizado no sábado, na zona sul da capital paulista

O Estado de S.Paulo

27 Março 2014 | 21h03

Segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, o tumor de próstata será tema de um fórum aberto ao público durante o Congresso Internacional de Uro-oncologia, realizado em São Paulo. O fórum vai ocorrer neste sábado, 29, das 9h30 às 12h, no Sheraton WTC Hotel, na zona sul da capital paulista.

Na ocasião, o Instituto Lado a Lado pela Vida vai lançar uma cartilha voltada para os pacientes com câncer de próstata, com informações sobre o impacto da doença na vida do homem. Entre os temas abordados estarão a influência da alimentação na prevenção do câncer e durante o tratamento, os tipos de técnicas indicadas para tratar cada tipo de tumor e os impactos do câncer na vida sexual do homem e de sua parceira.

O fórum contará com especialistas na área de urologia, oncologia e medicina sexual que estarão disponíveis para responder às perguntas do público. As inscrições para o evento, que é gratuito, deverão ser feitas por meio do e-mail administrativo@ladoaladopelavida.org.br

Mito. Nesta quinta-feira, 27, durante evento para imprensa, palestrantes do congresso falaram sobre mitos relacionados à doença. Um deles é que todos os pacientes diagnosticados com câncer de próstata devem ser operados.

Segundo o oncologista Fernando Maluf, presidente do congresso, cerca de 30% dos tumores são indolentes, ou seja, não devem apresentar evolução e não precisariam ser tratados de imediato, apenas acompanhados. “Temos dificuldade em fazer o paciente entender que nem sempre ele precisa passar por tratamento imediatamente. E a cirurgia tem riscos, como deixar o homem com incontinência urinária ou disfunção erétil”, diz ele.

Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Carlos Eduardo Corradi Fonseca afirmou que a maioria dos médicos prefere fazer o tratamento mesmo em casos de tumores de baixo risco pela dificuldade de acesso a consultas e exames no SUS. “Na rede pública, demora muito para o paciente conseguir atendimento. Então, se formos optar por apenas acompanhar o tumor periodicamente, pode ser que esse paciente relaxe ou nem consiga o atendimento no tempo correto. E aí corremos o risco de o tumor evoluir”, explica.

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