Conselho Universitário da UFSCar confirma adesão ao Mais Médicos

A três dias do início do programa, universidade ainda não havia ratificado a indicação de tutores para os profissionais bolsistas

O Estado de S. Paulo

30 de agosto de 2013 | 20h43

O Conselho Universitário da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) aprovou nesta sexta-feira, 30, sua adesão ao Programa Mais Médicos. A instituição deverá indicar professores para acompanharem os profissionais contratados no Estado de São Paulo durante os três anos de bolsa. Mesmo com o início do programa previsto para esta segunda-feira, 2, a continuidade da UFSCar na iniciativa do Ministério da Saúde ainda não havia sido ratificada pelo Conselho.

Para o professor Bernardino Geraldo Alves Souto, coordenador do curso de Medicina da UFSCar, a medida do governo federal foi um ato político necessário, que gerou "convulsão social" e trouxe à tona um "tema negligenciado há 500 anos em nosso País". Souto também integra a comissão dos Ministérios da Saúde e da Educação encarregada de ajustar tecnicamente a medida provisória que cria o programa.

O professor do Departamento de Letras da universidade Wilson Alves Bezerra, um dos autores do material sobre língua portuguesa distribuído aos bolsistas, garante que a formação dos bolsistas com diploma estrangeiro é ampla e suficiente. "São 800 médicos que já estão participando da capacitação: brasileiros, cubanos, espanhóis, argentinos, uruguaios e portugueses", relatou Bezerra, que também participou de missão a Cuba em fevereiro.

Em nota, a reitoria da universidade esclareceu que a participação dos professores no programa é voluntária. Nos outros Estados, outras universidades ou instituições federais serão responsáveis por acompanhar o trabalho dos bolsistas. Os médicos formados fora do País começam a trabalhar no dia 16, após três semanas de treinamento.

 

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