JB Neto/AE
JB Neto/AE

AO VIVO

Acompanhe notícias do coronavírus em tempo real

Conselho vai investigar caso da menina que teve dedo decepado

Funcionária de hospital errou ao usar tesoura para tirar um curativo da mão da criança, de 1 ano

Marília Lopes, Central de Notícias

31 de janeiro de 2011 | 10h46

SÃO PAULO - O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren) irá apurar a responsabilidade da auxiliar de enfermagem que decepou a ponta do dedo de uma menina de 1 ano internada no Hospital Geral do Mandaqui, na zona norte de São Paulo. Segundo o Coren, após ouvir os envolvidos no caso, a abertura de um processo ético contra a auxiliar de enfermagem será avaliada.

 

Veja também:

link Enfermeira decepa dedo de menina

 

A menina teve a ponta do dedo mínimo cortado por uma auxiliar de enfermagem na manhã de domingo, 30, enquanto a profissional retirava uma bandagem colocada para imobilizar a mão da criança, que havia recebido recebia medicação intravenosa. Ela estava internada foi internada no sábado, 29, para tratar uma anemia. Após a garota receber alta hospitalar, a auxiliar de enfermagem retirava a bandagem, com o auxílio de uma tesoura, e acabou decepando a ponta do dedo da paciente.

 

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a menina foi encaminhada ao centro cirúrgico assim que foi constatado o ferimento, mas não houve a possibilidade de reimplante do tecido cortado. Ela permanece internada em obervação para tratamento da anemia. O estado geral de saúde da criança é bom, mas ainda não há previsão de alta.

 

O Conjunto Hospitalar do Mandaqui determinou o afastamento por tempo indeterminado da auxiliar de enfermagem. A Secretaria Estadual de Saúde ainda informou que a auxiliar de enfermagem trabalha há cerca de 10 anos no hospital e pode ser exonerada caso seja constatada falta grave.

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o pai da garota registrou boletim de ocorrência no 9º Distrito Policial. Ele e a auxiliar de enfermagem prestaram depoimento. A profissional alegou que usava uma tesoura para ajudar a retirar os curativos da menina. Ela informou ainda, durante o depoimento, que saiu da sala logo após cortar o dedo da menina com medo dos familiares da vítima a agredirem. Ela assinou um termo circunstanciado e responderá por lesão corporal culposa.

Tudo o que sabemos sobre:
erro médicoSão Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.