Consórcio apresenta sistema de propulsão elétrica sem emissões de CO2

O projeto, batizado de VoltAir, prevê que as baterias que utilizem essa tecnologia alimentem os motores elétricos supracondutores das novas aeronaves

Efe

22 Junho 2011 | 11h27

PARIS - O consórcio aeronáutico europeu EADS, proprietário da Airbus, apresentou nesta quarta-feira no Salão Internacional de Aeronáutica e Espaço de Le Bourget um novo conceito de propulsão elétrica com o qual se pretende eliminar as emissões de dióxido de carbono durante o voo.

 

O projeto, batizado de VoltAir, prevê que as baterias que utilizem essa tecnologia alimentem os motores elétricos supracondutores das novas aeronaves, que poderiam entrar em operação em duas décadas.

 

O EADS explicou em comunicado que na última década a capacidade do sistema de reserva de energia elétrica registrou "avanços espetaculares", estimulados pelo forte processo de investimentos no setor automobilístico, mas seus resultados atuais são ainda inferiores ao seu potencial.

 

O consórcio aeronáutico indicou que novos materiais com "propriedades promissoras" estão sendo testados para serem integrados nessas baterias de última geração, e que os cientistas consideram que nos próximos 20 anos, essas baterias podem conseguir uma densidade energética superior aos 1.000 Wh/kg.

 

As baterias VoltAir se integrariam em unidades substituíveis instaladas na fuselagem para facilitar a troca nos aeroportos, mediante um processo similar à carga e descarga dos contêineres de bagagem.

 

O EADS detalhou que os motores elétricos tradicionais são geralmente muito bons, com aproximadamente 98% de eficácia propulsora, mas não fornecem a densidade de potência necessária para missões aéreas de grande envergadura.

 

Por isso, apontou que a descoberta de supracondutores de alta temperatura apresenta a solução para esse problema e beneficia não apenas o meio ambiente, mas também os passageiros, que, segundo o fabricante, "apreciarão o volume extremamente baixo do som do motor".

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