Consórcio internacional vai mapear o genoma de 1.000 pessoas

Objetivo é conseguir o mais completo catálogo das diferenças genéticas entre indivíduos da espécie humana

22 de janeiro de 2008 | 13h58

Um consórcio internacional, incluindo instituições dos EUA, China e Reino Unido, anunciou nesta terça-feira, 22, o início do Projeto 1.000 Genomas, um esforço para seqüenciar o DNA de pelo menos 1.000 pessoas de diversas partes do mundo, para criar a imagem mais detalhada já feita da variação genética entre seres humanos. Os responsáveis pelo projeto acreditam que esse seqüenciamento trará informações úteis para a medicina.   Os dados levantados pelo projeto serão disponibilizados "rapidamente" para a comunidade científica internacional, diz nota dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) do governo dos EUA, um dos patrocinadores do esforço.   A nota explica que quaisquer dois seres humanos são 99% idênticos na escala genética, mas que é importante compreender a pequena fração de material genético que varia, porque ela pode ajudar a explicar diferenças em vulnerabilidade a doenças, reação a drogas ou a outros fatores ambientais.   As metas científicas do Projeto 1.000 Genomas são gerar um catálogo de variações genéticas presentes em pelo menos 1% da população humana no genoma inteiro, e em 0,5% da população, ou menos, dentro de genes individuais. As pessoas que terão seus genomas analisados permanecerão anônimas.   Uma das aplicações do catálogo será permitir um maior desenvolvimento dos estudos que associam variações no genoma a doenças.   Pesquisadores que descobrirem que uma parte do genoma está associada a um tipo de condição de saúde poderão estudar o catálogo e descobrir as principais variações que ocorrem nessa região.

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