Reprodução/Kimberly-Clark
Reprodução/Kimberly-Clark

Contaminação leva Anvisa a determinar suspensão de comercialização de lotes de lenços umedecidos

Medida atinge dois lotes das marcas Huggies Max Clean e Baby Wipes. Problema foi identificado pela própria empresa fabricante, a Kimberly-Clark, que disse que a bactéria não oferece riscos para pessoas saudáveis

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2019 | 20h37
Atualizado 18 de setembro de 2019 | 10h20

Correções: 18/09/2019 | 10h10

SÃO PAULO - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização e da distribuição de dois lotes de lenços umedecidos de duas diferentes marcas. Os produtos devem ser recolhidos voluntariamente após verificação de contaminação pela bactéria Enterobacter gergoviae. A medida atinge o lote 219/2019 da marca Huggies Max Clean e o lote 024/2019 da marca Baby Wipes.

Segundo a Anvisa, os produtos são de fabricação da Kimberly Clark Brasil Indústria e Comércio de Produtos de Higiene Ltda. Em nota, a agência disse que o problema foi identificado pelo controle de qualidade da própria empresa, que o comunicou à Anvisa. Segundo a empresa, a bactéria identificada não oferece riscos para pessoas saudáveis, mas pode causar infecções mais graves em pessoas que estejam com o sistema imunológico debilitado.

Em nota publicada em seu site, a Kimberly Clark informou que, em casos extremos em pessoas hospitalizadas, a infecção pode se tornar severa e requerer assistência médica adicional para se evitar risco de vida. A empresa ofereceu o telefone 0800 709 5599 para informações aos consumidores e o site kimberly-clark.com.br/contato. "A Kimberly-Clark afirma que este chamamento não representa qualquer custo ao consumidor e reforça seu comprometimento com a qualidade de seus produtos e responsabilidade com a satisfação de seus consumidores".

Outras medidas da Anvisa

Em 4 de junho, a Anvisa proibiu a fabricação, importação, distribuição, comercialização e propaganda de produtos que tenham moringa oleifera em sua composição. Na época, a agência informou que não havia avaliação e comprovação de segurança do uso da espécie em alimentos. A medida foi válida para todo o território nacional e abrangeu tanto alimentos que continham moringa oleifera, como chás e cápsulas, quanto o próprio insumo.

Em agosto de 2018, a Anvisa suspendeu a venda e o uso de lotes de duas versões do descongestionante Salsep, da Libbs Farmacêutica. A medida foi adotada após comunicado de recolhimento voluntário encaminhado pela empresa, que alegou "desvios de qualidade (pH e odor fora de especificação)" em lotes do medicamento Salsep (cloreto de sódio 0,9%) solução nasal em spray e Salsep 360 (cloreto de sódio 0,9%) solução nasal em spray.

Correções
18/09/2019 | 10h10

O texto foi atualizado às 10h10 desta quarta-feira, 18, para corrigir a informação sobre a data de suspensão da venda e do uso de duas versões do descongestionante Salsep, da Libbs Farmacêutica. A Anvisa determinou a medida em 6 de agosto de 2018.

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