Contato com chumbo pode causar problemas cognitivos

Exposição frequente ao químico pode levar a problemas na capacidade espacial, na aprendizagem e na memória

Efe,

12 de janeiro de 2009 | 16h38

As pessoas que trabalham com chumbo sofrem problemas cognitivos a partir dos 55 anos de idade, conclui um estudo da Universidade de Pittsburgh (EUA). Uma exposição frequente ao chumbo causa "ligeiro déficit" de conhecimento, especialmente na capacidade espacial, na aprendizagem e na memória. Estes problemas afetam aos trabalhadores a partir dos 55 anos, inclusive quando seu contato com o chumbo terminou há muito tempo, já que este elemento químico permanece no corpo humano durante décadas. Os cientistas, que publicam hoje sua pesquisa na revista Neuropsychology, chegaram a estas conclusões após estudar a evolução durante mais de 20 anos de dois grupos de trabalhadores da Pensilvânia (EUA): um que trabalhou exposto ao chumbo em fábricas de baterias e outro que não. Em 1982, essas pessoas se submeteram a um controle de chumbo no sangue e a provas cognitivas que mediam a velocidade psicomotora, as funções espacial e executiva, a inteligência geral, a aprendizagem e a memória. Os trabalhadores das fábricas de baterias de chumbo tinham uma concentração em sangue de 40 microgramas de metal por decilitro, enquanto nas pessoas não-expostas esta proporção era de 7,2. A partir de uma concentração de 25 microgramas de chumbo por decilitro de sangue, os empregados devem deixar o trabalho, pelo que esses trabalhadores abandonaram as fábricas. Em 2004, os pesquisadores voltaram a analisar a concentração de chumbo em sangue e a capacidade cognitiva de ambos os grupos e mediram os níveis de chumbo nos ossos inferiores da perna (os ossos são o destino final do chumbo que circula pela corrente sanguínea). O resultado foi que os homens com maiores níveis de chumbo acumulado nos ossos obtiveram a pior pontuação cognitiva, especialmente a partir dos 55 anos de idade.

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