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Contra dengue, cemitérios de São Paulo passam por mutirão

Acúmulo de água em vasos de flores é fiscalizado por jardineiros, construtores de túmulos e sepultadores

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

17 Março 2015 | 03h00

Os vasos de flores dos cemitérios da capital paulista estão na mira de jardineiros, construtores de túmulos e sepultadores. As ações para evitar o acúmulo de água da chuva nos pratos foi intensificada neste verão e as vistorias, antes semanais, têm ocorrido a cada dois ou três dias após as chuvas ininterruptas, podendo superar dois mutirões de retirada de focos de dengue por semana.

“Basicamente, eles evitam o acúmulo de água em vasos de flores. E colocam areia ou retiram os pratinhos. O mutirão é feito após qualquer situação de acúmulo de água após estiar”, explicou o diretor do Departamento de Cemitérios, Frederico Jun Okabayashi, do Serviço Funerário do Município de São Paulo.


Na capital, há 22 cemitérios espalhados por todas as regiões da cidade e o crematório Vila Alpina, na zona leste. O serviço está sendo feito em todas as unidades e, aproximadamente, 500 funcionários estão participando da ação. “Qualquer local com acúmulo de água acaba contribuindo negativamente para a dengue. É uma contribuição, um trabalho preventivo.”

Okabayashi disse ainda que, embora a ação leve em consideração os dias de chuva, a escala de verificação dos focos de dengue não é rígida. “Depende do regime de chuvas. O pessoal já vai e toma as providências, mas, se tiver de fazer todos os dias, vai fazer. Vamos trabalhar com bom senso, mas não podemos dar brecha para a dengue.”

Vasos. O diretor do Departamento de Cemitérios diz que não foram criadas regras para os visitantes que levam flores para os túmulos de parentes e amigos. Eles podem continuar levando os vasos com pratinhos. “Não é obrigatório (descartar o prato), porque o nosso pessoal está tomando as providências.”

Okabayashi alerta apenas que os visitantes devem redobrar o cuidado sobretudo com as flores artificiais. “O que mais nos preocupa são os vasos com flores de plástico. As pessoas acham que podem deixá-las para sempre, mas os vasos retêm água nas plantas artificiais, que não têm terra.”

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