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Contra Ebola, Cuba envia mais 83 médicos para a África

Profissionais serão divididos entre Libéria e Guiné, e se juntarão a outros 165 cubanos que trabalham há semanas em Serra Leoa

O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2014 | 21h47

 MONRÓVIA - Cuba enviou uma segunda leva de profissionais de saúde à África Ocidental para ajudar a combater o vírus Ebola, informou nesta quarta-feira, 22, a imprensa local. O grupo despediu-se na noite de terça-feira do presidente cubano, Raúl Castro, a quem os médicos disseram que não se preocupasse, pois estão “prontos” para o que vão encontrar, disse o jornal oficial Granma.

Os 83 profissionais de saúde serão divididos entre Libéria (49) e Guiné (34), e se juntarão a outros 165 médicos e enfermeiros cubanos que trabalham há algumas semanas em Serra Leoa. O novo grupo é formado por 35 médicos e 48 enfermeiros, todos com mais de 15 anos de experiência profissional.


O anúncio do envio de mais médicos foi feito depois de uma reunião de países da América Latina, entre eles Cuba e Venezuela, em que foi aprovado, na segunda-feira, um plano de ação para impedir a propagação do Ebola e ajudar os países africanos a enfrentarem a doença.

Eles também vão colaborar com os americanos que atuam na região, embora os dois países tenham relações diplomáticas congeladas. “Devemos lutar contra o Ebola e deixar de lado todo o restante”, disse, no aeroporto da Libéria, o embaixador cubano, Jorge Nicolás.

Atualmente, mais de 50 mil profissionais cubanos da área de saúde trabalham em 66 países, incluindo o Brasil, segundo autoridades da ilha. / REUTERS

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