Dida Sampaio/ Estadão
Dida Sampaio/ Estadão

Contra o coronavírus do cavalo, mel com óleo de pequi

Dentro da família dos vírus tipo 'corona', nome dado porque seu formato lembra uma coroa, há um grupo com dezenas de vírus que contamina apenas os animais e que estes não atingem as pessoas, vice-versa

André Borges e Dida Sampaio, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 21h40

BRASÍLIA – O carroceiro Manuel Leite, 60 anos, ficou satisfeito em achar o dono do comércio ambulante onde ele compra remédios naturais, no centro de Taguatinga. Leite estava atrás de um remédio que diz ser infalível e que usa há no combate a um velho coronavírus – não a covid-19, surgida no fim do ano passado na China – mas um tipo que há anos ameaça seus dois cavalos.

A ciência já descobriu que, dentro da família dos vírus tipo “corona”, nome dado porque seu formato lembra uma coroa, há um grupo com dezenas de vírus que contamina apenas os animais e que estes não atingem as pessoas, vice-versa.

A receita de Manoel Leite tem entre seus ingredientes um velho conhecido da culinária goiana, o pequi. Orgulhoso, ele mostra o frasco que, além de mel e óleo de pequi, diz ainda que traz em sua composição urucum, açafrão, gengibre, limão, alho, guaco, óleo de copaíba, eucalipto e “assa peixe”, uma planta medicinal utilizada para tratar problemas respiratórios.

“Meu cavalo estava ruim, sem conseguir respirar, quase morrendo. Peguei uma colher desse óleo morno e coloquei nos ouvidos dele. Ele melhorou muito de um dia para o outro. Depois disso, nunca mais deixei de usar. Já uso esse remédio há anos”, diz Manuel Leite.

O carroceiro diz que, ao menos seu cavalo está protegido contra coronavírus equino, conhecido no meio veterinário como “Ecov”. Já o senhor Manuel Leite, com seus 60 anos, garante que tem tomado os cuidados necessários. “Só saí de casa para comprar os remédios do meu cavalo mesmo. Já tô voltando.” 

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