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Coquetel de anticorpos contra covid-19 entra em fase final de testes clínicos

Farmacêutica Regeneron inicia última etapa de ensaios para descobrir eficácia na prevenção e no tratamento do novo coronavírus

Saumya Sibi Joseph e Trisha Roy, Reuters

06 de julho de 2020 | 13h39

A farmacêutica Regeneron anunciou nesta segunda-feira, 6, que começou a última fase dos ensaios clínicos para descobrir a eficácia de seu coquetel de anticorpos na prevenção e no tratamento da covid-19

Um dos testes, realizado em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (Niaid), testará a capacidade da REGN-COV2 — nome da terapia experimental — de prevenir a infecção em pessoas que tiveram contato direto com pacientes da covid-19.

A última fase do ensaio será realizada em cerca de 100 locais e pretende incluir mais de dois mil pacientes nos Estados Unidos. O teste acontece após uma avaliação positiva da segurança nos resultados iniciais do coquetel, feita por um comitê independente de monitoramento de dados.

A terapia experimental também entrou em estágio avançado em dois ensaios que testam sua eficácia, em pacientes hospitalizados e não hospitalizados. Resultados preliminares devem sair até setembro.

A Regeneron está entre as poucas farmacêuticas que iniciaram testes clínicos em humanos para buscar tratamentos eficazes contra a covid-19. Gilead, Eli Lilly e AbbVie também estão na linha de frente.

O coquetel da Regeneron é uma combinação de um anticorpo produzido pela empresa com um segundo anticorpo, isolado a partir de pacientes recuperados da covid-19. O tratamento foi desenvolvido para conectar os anticorpos à proteína “spike” do coronavírus, limitando a capacidade dos vírus de se deslocar para outras células.

A farmacêutica, em parceria com a Sanofi, também estava testando o Kevzara — remédio para artrite reumatoide — como possível tratamento para a covid-19. O medicamento, porém, não se mostrou eficaz em pacientes graves nos Estados Unidos.

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