AP
AP

Coreia do Norte aceita remédios para gripe A do vizinho do Sul

Esta será a primeira ajuda governamental desde que as relações entre os dois países azedou no ano passado

Agência Estado,

10 Dezembro 2009 | 14h28

A Coreia do Norte aceitou a oferta de remédios para combater a epidemia de gripe suína feito pela Coreia do Sul. Esta será a primeira ajuda governamental desde que as relações entre os dois países azedou no ano passado. "A Coreia do Norte nos informou nesta quinta-feira, 10, que vai aceitar nossa proposta de enviar Tamiflu", disse a porta-voz ministerial sul-coreana Lee Jong-joo.

 

Veja também:

linkCinco morrem na Suíça após serem vacinadas contra gripe A

linkGripe suína é menos perigosa que se imagina, diz estudo

linkBrasil vai vacinar idosos, grávidas e crianças 

 

O ministro de Unificação, Hyun In-taek, disse que o Sul vai enviar medicamentos suficientes para 500 mil pacientes. "Vamos enviar os medicamentos rapidamente, sem qualquer condição", disse Hyun ao Parlamento. Pyongyang anunciou, pela primeira vez na quarta-feira, que o país tem vários casos graves de gripe suína, confirmando relatórios externos de uma epidemia na empobrecida Coreia do Norte. A ajuda humanitária do governo de Seul foi suspensa depois que as relações entre os dois países piorou no ano passado, embora a Coreia do Sul continue a fornecer assistência por meio de grupo privados.

 

O presidente Lee Myung-bak disse na terça-feira que a ajuda deveria ser oferecida rapidamente assim que a epidemia fosse oficialmente confirmada na Coreia do Norte. "A ajuda precisa ser enviada rapidamente já que a doença pode ser espalhar rapidamente na Coreia do Norte, onde as condições não são tão boas", disse Lee.

 

Na quarta-feira, 9, o governo norte-coreano disse que um total de nove casos de gripe A H1N1 foram relatados na capital Pyongyang e na cidade de Sinuiju, na fronteira com a China. O governo não disse se alguma pessoa morreu.

 

O grupo de assistência Bons Amigos, sediado em Seul e que tem contados através da fronteira, informou na segunda-feira que a doença se espalhou rapidamente no Norte porque o Tamiflu é muito difícil de ser encontrado. Segundo o grupo, sete jovens morreram em Pyongyang em novembro e há relatos de outras duas mortes em Pyongsong, ao norte da capital. Na Coreia do Norte, as escolas iniciaram na sexta-feira as férias de inverno, com um mês de antecedência, para tentar evitar que a doença se espalhe, disse o grupo. Observadores dizem que o vírus pode representar uma ameaça particular ao Norte por causa dos má nutrição da população e da persistente falta de comida e de recursos médicos.

 

O Bons Amigos informou que os estoques de equipamentos e remédios estão baixos e que água potável e materiais para desinfecção são difíceis de serem encontrados.

 

A Organização Mundial da Saúde disse que está trabalhando com Pyongyang para ajudar a conter a epidemia de gripe e para ter acesso ao escopo das infecções. A entidade disse que há possibilidade de haver mais casos do que os anunciados, já que pessoas com sintomas brandos não fazem exames para verificar a doença.

 

As relações entre os dois países têm melhorado nos últimos meses. Em outubro, o governo de Seul ofereceu ao faminto vizinho 10 mil toneladas de milho, 20 toneladas de leite em pó e remédios, mas não houve resposta oficial de Pyongyang.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.