Alejandro García/EFE
Alejandro García/EFE

Coronavírus: Dez grandes empresas se unem no Brasil para consertar respiradores

A indústria estima que até dez pacientes podem ser atendidos por cada aparelho recuperado

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2020 | 13h22

BRASÍLIA - O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) formou parceria com dez empresas (ArcerlorMittal, Fiat, Ford, General Motors, Honda, Jaguar, Land Rover, Renault, Scania, Toyota e Vale) para fazer a manutenção de respiradores voltados para o atendimento de brasileiros infectados pelo novo coronavírus. A indústria estima que até dez pacientes podem ser atendidos por cada aparelho recuperado.

Segundo a Associação Catarinense de Medicina e a Lifeshub Analytics, mais de 3,6 mil ventiladores pulmonares não estão mais em operação porque precisam passar por manutenção ou porque já foram descartados. 

Como o Estadão revelou, os principais fabricantes de respiradores do Brasil não têm estoque do equipamento para entrega imediata e devem levar ao menos 15 dias para fornecer uma nova leva de aparelhos para os hospitais. Esses dispositivos são essenciais para a manutenção da vida de pacientes com quadros graves de infecção pela covid-19.

A corrida para aquisição de respiradores também criou disputa entre o governo federal, Estados e municípios. Hospitais da rede privada também reclamam que ordens desencontradas para recolhimento de produtos ameaçam inviabilizar o atendimento de pacientes, além de expor equipes de saúde à contaminação por falta de insumos.

Pontos de entregas

O objetivo da iniciativa do Senai com as empresas é que os próprios hospitais enviem os equipamentos que necessitam passar por reparação. Os pontos de entrega estão espalhados por 13 Estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

“Esta é uma agenda extremamente importante dado o cronograma crítico da covid-19 e a necessidade determinante de ter o maior número de equipamentos com prontidão, em funcionamento”, disse o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi.

A relação completa dos pontos pode ser acessada clicando aqui.

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