Arquivo pessoal
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'Quero ela sempre ao meu lado, mesmo que sejam as cinzas', diz mãe da bebê Sofia

Em mensagem na internet, Patrícia Lacerda afirmou que traslado do corpo para o Brasil seria 'demorado, burocrático e doloroso' e, por isso, família optou pela cremação

José Maria Tomazela;Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2015 | 16h04

SOROCABA - O corpo da menina Sofia Gonçalves de Lacerda, que morreu nesta segunda-feira, 14, quando se recuperava de um transplante de cinco órgãos do aparelho digestivo, será cremado nos Estados Unidos. A decisão foi comunicada pela mãe, Patrícia Lacerda, em postagem no Facebook, nesta terça-feira, 15. "Se fôssemos fazer o traslado (para o Brasil) seria muito mais demorado, burocrático e dolorido. E também porque quero ela sempre ao meu lado, mesmo que sejam as cinzas", postou a mãe.

A cremação será marcada depois que o corpo da criança passar pela confirmação da causa da morte e for liberado pelas autoridades americanas. "Iremos fazer uma cerimônia para ela, mas pode demorar uma ou duas semanas para a liberação do corpo. Deixaremos todos informados do dia e hora", escreveu Patrícia.

A criança se recuperava do transplante quando adquiriu um vírus resistente que atacou o pulmão. "Por ironia do destino, ela nos deixou por causa de algo que não tinha a ver com o transplante, pois os órgãos dela até o último momento estavam perfeitos", afirmou Patrícia. 

A mãe agradeceu a equipe médica do Jackson Memorial Hospital, de Miami, onde a menina ficou internada, e a todos que apoiaram a luta de Sofia. "Desde já agradeço as mensagens de carinho, as orações e por nunca terem nos abandonado nesta luta com nossa menina."

A menina nasceu com Síndrome de Berdon, uma doença rara, e conseguiu o tratamento no exterior, custeado pelo governo brasileiro por ordem da Justiça, após intensa campanha pelas redes sociais.


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