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Cortes orçamentários nos EUA ameaçam empresas espaciais

Eliminação de investimentos para voo espacial é uma das opções em estudo para conter déficit

Associated Press, AP

25 Novembro 2010 | 15h19

O esforço da Nasa para terceirizar ao setor privado as viagens de astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS) está sob ataque, mas agora por parte de funcionários federais encarregados de reduzir o déficit do governo.

 

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Empresas que pretendem vender passagens espaciais correm o risco de perder US$ 1,2 bilhão em investimentos da Nasa, por conta da proposta apresentada por três coordenadores da comissão bipartidária do déficit.

 

A eliminação do financiamento federal para viagens ao espaço é apenas uma de dezenas de ideias apresentadas no início do mês. É a número 24 da lista e, fora da indústria espacial, mal se fez notar, sobrepujada por propostas de cortes nos benefícios da previdência social e de aumento de impostos.

 

A Nasa também não está preocupada, por enquanto. Também não estão incomodados os empresários que esperam recursos estatais para levar suas naves espaciais adiante. E poucos esperam que o corte proposto ganhe apoio.

 

Mas o fato de o voo espacial comercial ter sido visado mostra a vulnerabilidade do plano de Barack Obama de usar veículos privados para levar astronautas ao espaço, após a aposentadoria dos ônibus espaciais, prevista para 2011.

 

"Estamos num ponto onde é ou voo espacial comercial ou nenhum voo espacial nos Estados Unidos", disse o fundador e principal executivo da companhia SpaceX, Elon Musk.

 

Sua empresa é uma de várias companhias que pretendem construir foguetes e naves para levar carga e astronautas à ISS.

 

A menos que essas empresas produzam meios de transporte seguros e confiáveis, a Nasa terá de continuar a comprar assentos nas naves russas Soyuz.

 

Até agora, a Nasa investiu US$ 723 milhões nos esforços privados. Musk diz que os produtos de sua empresa, o foguete Falcon 9 e a cápsula Dragon, poderão levar carga à ISS já no ano que vem, e astronautas dentro de três anos, após receber autorização da Nasa.

 

A empresa deve realizar a primeira reentrada controlada de uma Dragon na atmosfera terrestre no próximo mês.

 

Outra companhia, a Sierra Nevada Space Systems, espera realizar o primeiro voo de sua nave, chamada Dream Chaser ("Caçador de Sonhos") em 2014.

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