Covid-19 no Brasil mostra tendência de queda, mas padrão precisa ser mantido, diz OMS

Covid-19 no Brasil mostra tendência de queda, mas padrão precisa ser mantido, diz OMS

A entidade ressaltou que ainda há locais que registram aumento, então País deve concentrar esforços para manter a queda

Mílibi Arruda, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2020 | 13h41

O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou nesta sexta-feira, 21, que o Brasil atingiu estabilidade no número de novas infecções de covid-19 com alguns locais em tendência de queda, mas que padrão precisa ser mantido para progredir no combate à doença.

“O padrão é claro, agora a questão é se ele pode ser sustentado pelas próximas semanas”, disse durante coletiva de imprensa. ​

Ryan ressaltou que pelo País ser grande em extensão, há áreas que ainda enfrentam alta nos casos.“Estamos neste período difícil, onde a situação parece estar melhorando, mas agora é necessária uma resposta muito forte e dedicada para suprimir a transmissão”.

O diretor atribuiu o crédito para estabilidade da situação aos esforços da população e aos profissionais da saúde. Ele declarou que o sistema de saúde tem conseguido lidar com os pacientes e as unidades de tratamento intensivo (UTI) não estão sob tanta pressão como anteriormente.

O Brasil tem sido responsável por grande parte dos novos casos do vírus no mundo há meses, então um avanço no combate à doença no País significa um progresso global, segundo a OMS. Na quinta-feira, 20, a marca de 3,5 milhões de casos de covid-19 foi atingida nacionalmente, com o total de 112 mil mortes, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa formado por EstadãoG1, O Globo, Extra, Folha e UOL .

No ranking mundial, a nação só fica atrás dos Estados Unidos, com mais de 5,5 milhões de infecções registradas e 174 mil óbitos, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

Ryan indicou que a taxa de transmissão - o R0 - do novo coronavírus no Brasil diminuiu. O número indica para quantas pessoas, em média, um infectado transmite a doença. De acordo com o Imperial College de Londres, o País registrou taxa de 0,98 na semana que começou no domingo, 16, o que significa desaceleração do contágio.

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