Crateras de asteroides podem abrigar vida em Marte

Pesquisadores acreditam que fraturas em zonas de impacto sirvam como refúgio para micróbios

Reuters

16 de abril de 2012 | 09h36

A análise de uma cratera deixada por um asteroide que caiu há 35 milhões de anos no território hoje pertencente aos Estados Unidos pode revelar dados precioso e aumentar as chances de serem encontradas formas de vida em Marte, aponta um estudo da Universidade de Edimburgo (Escócia).

 

Cientistas encontraram organismos se reproduzindo no subterrâneo da cratera. Eles acreditam que locais como esses são um refúgio para micróbios e que os buracos deixados por asteroides podem abrigar formas de vida.

 

Para encontrar os micróbios, os pesquisadores perfuraram uma faixa de cerca de dois quilômetros de solo sob uma das maiores crateras de asteroides da Terra, localizada em Chesapeake, nos Estados Unidos. Amostras colhidas do subsolo revelaram que os micróbios se reproduziam sob a rocha, sugerindo que o ecossistema continua ativo 35 milhões de anos depois.

 

Os pesquisadores da Universidade de Edimburgo disseram que o calor do impacto da queda de um asteroide mataria todo ser na superfície próxima, mas fraturas nas rochas do subterrâneo permitem a presença de água e nutrientes, o que consequentemente dá condições para a reprodução de organismos vivos. Eles acreditam que as crateras possam servir de abrigo para micróbios, protegendo-os dos efeitos das mudanças sazonais e de eventos como o aquecimento global e as eras glaciais.

 

O professor Charles Cockell, um dos condutores do estudo, disse que "áreas fraturadas em volta das crateras podem servir de refúgio para que micróbios se reproduzam por longos períodos". "Nossas conclusões sugerem que na subsuperfície de crateras em Marte pode haver evidência de vida" no planeta vizinho, concluiu. 

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