Cremec começa a liberar registro provisório de médicos neste sábado

Conselho Regional de Medicina do Ceará afirma ser contra a medida, mas foi obrigado pela Justiça a conceder licenças a participantes do Mais Médicos; entidade afirma que vai recorrer

Lauriberto Braga, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2013 | 14h43

FORTALEZA - O Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec) libera até este sábado, 21, os primeiros registros provisórios para os 32 médicos estrangeiros trabalharem no Estado no programa federal Mais Médicos. Pelo menos 10 desses registros serão liberados neste sábado. São aqueles que o Ministério da Saúde deu entrada no Cremec em seis de setembro. "Por lei temos quinze dias para avaliar o registro e estamos cumprindo o que diz a lei, pois os primeiros pedidos de registro tiveram a entrada dada aqui em seis de setembro. Depois vieram outros em nove de setembro e os três últimos na última quarta-feira, dezoito", informa o primeiro secretário do Cremec e integrante da comissão de registro, Dalgimar Beserra de Menezes.

Segundo Dalgimar, são ao todo 32 pedidos. Nos dois primeiros lotes são 24 cubanos, dois portugueses, dois espanhóis e um brasileiro com formação no Exterior. O último lote pedido de três registros nesta semana ainda não começou a ser avaliado pelo Cremec.

"O que posso adiantar é que estes médicos em sua maioria são de meia idade, com pós-graduação, inclusive dois têm mestrado, mas nenhum deles teve formação na Escola Latina Americana de Medicina", revela Dalgimar Beserra.

Segundo ele, a entidade está sendo pressionada de diversos lados para conceder os registros. "Aqui já esteve o pessoal do MST. Nesta sexta, veio o pessoal do Ministério da Saúde, mas estamos fincando pé na necessidade do Revalida. Como tivemos nossa liminar cassada em Recife, vamos recorrer fazendo um agravo instrumental para que não sejamos obrigados a dar estes registros provisórios. Enquanto isso, vamos cumprindo os prazos e fazendo as exigências devidas, como nomes dos tutores e supervisores de cada um deles, que o Ministério ainda não forneceu", finalizou Dalgimar Beserra.

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