Unsplash/Raphael Lovaski
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Cremes antirrugas valem a pena? Saiba quando e como começar a usá-los

Não existe milagre, mas o uso contínuo deles pode retardar o aparecimento de rugas e atenuar as já existentes

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2021 | 05h00

Cremes antirrugas são eficientes de fato ou é apenas marketing? Vale a pena investir neles? 

Graça Vargas, São Paulo

 

Responde Bruna Falcone, dermatologista.

É importante ter em mente que não existem cremes milagrosos, mas o uso contínuo de cremes à base de ácidos pode, sim, retardar o aparecimento de rugas e atenuar parcialmente as já existentes. Alguns são específicos para preveni-las e atenuar as existentes; há ainda os que  tratam outros sinais de envelhecimento, como manchas e flacidez da pele.

Quando buscamos por um produto antirrugas, devemos levar em conta o tipo de pele e a idade da paciente. A partir dos 25 anos iniciamos o processo de envelhecimento cutâneo, onde começamos a diminuir nossa produção natural de colágeno. Assim, pacientes muito jovens se beneficiam mais de antioxidantes como a vitamina C, o que elimina o uso de um ácido muito potente como a tretinoína (ácido retinóico). 

Usar um bom protetor solar e uma vitamina C em sérum (veículo mais sequinho) pode ser um curinga nessa idade. Pacientes mais velhas vão precisar do antioxidante pela manhã e de um ácido à noite. Já pacientes pós-menopausa precisam, além disso, caprichar na hidratação cutânea, dando preferência pra formulações em creme.

É importante dizer também que a maioria dos ácidos não podem ser utilizados por gestantes. Além disso, é imprescindível o uso de protetor solar. Alguns ácidos podem irritar a pele se não forem associados à fotoproteção e devem ser usados com cuidado redobrado durante o verão – ou até suspensos. Esse seria o maior perigo ao usar cremes antiidade, pois os principais ácidos utilizados para tratamento são a tretinoína (ácido retinóico), retinol e ácido glicólico, e eles podem causar irritação e ressecamento na pele.

Em geral, os primeiros efeitos podem ser notados com duas a quatro semanas de uso. O ideal é usar um creme com antioxidantes como a vitamina C pela manhã e um creme com ácido de noite. O hidratante completa a rotina, previne o ressecamento da pele e pode vir associado ao creme diurno ou noturno, ou ainda ser aplicado antes do ácido de noite.

No mercado, são muitas as substâncias que comprovadamente promovem melhoria na qualidade da pele. Essa variedade de produtos acaba trazendo opções acessíveis a todos os bolsos. O que o deixa mais caro é associar princípios ativos num mesmo produto. Independente da escolha, quando paramos o tratamento contínuo, a pele volta a envelhecer no seu ritmo normal – não perdemos rapidamente o resultado alcançado. 

O grande segredo é tratar a pele desde cedo. O melhor creme antiidade já inventado foi o protetor solar (com fator de proteção a partir de 30). Além disso, evitar tabagismo, grande causador de rugas no rosto, em especial ao redor dos lábios.

Complementando os cuidados, iniciar uma rotina de skincare a partir dos 25 anos ajuda a prevenir o envelhecimento da pele. Por último, alguns tratamentos como toxina botulínica podem ser realizados para manter a pele lisinha. 

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