Cresce o número de latinos com aids nos EUA

Embora os hispânicos representem 14,4% da população do país, constituem 18,9% dos casos diagnosticados

EFE

16 de outubro de 2007 | 04h36

As autoridades de saúde do Texas intensificarão suas campanhas de prevenção para evitar o contágio do HIV, por causa do aumento dos casos de infectados entre latinos nos Estados Unidos. Um relatório do Centro de Controle de Doenças, com dados obtidos em 33 estados, revelou que o HIV continua sendo um problema grave de saúde entre a comunidade latino-americana. Embora os hispânicos representem 14,4% da população do país, constituem 18,9% dos casos diagnosticados da aids. "Esta população de latinos continua acreditando equivocadamente que o HIV é exclusivo dos homossexuais", disse à agência Efe a porta-voz do distrito de Saúde e Meio Ambiente de El Paso, Irene Rivas, que afirmou ainda que na fronteira é registrado um aumento dos casos entre heterossexuais. O Centro de Controle de Doenças pediu nesta terça-feira que os centros de saúde melhorem suas campanhas de informação dirigidas a este grupo, e que incluam material em espanhol. Segundo as informações disponíveis, os hispânicos ocupam o segundo lugar nos casos de contágio nos EUA. Em 2005, 56,2 homens hispânicos de cada 100 mil possuíam o vírus, em comparação com 18,2 de cada 100 mil anglos. As mulheres latinas sofrem de uma incidência cinco vezes maior à das demais mulheres, segundo o estudo. De acordo com a pesquisa, o número de latinas infectadas e detectadas é 15,8 para cada 100 mil, enquanto entre as mulheres de origem anglo-saxônica era de três para cada 100 mil.

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