Crescimento econômico chinês impulsiona epidemia de sífilis

A sífilis chegou perto da erradicação na China nos anos 60; agora, cresce 30% ao ano

Associated Press

05 Maio 2010 | 18h16

A cada hora nasce um bebê chinês com sífilis, à medida que a epidemia da doença que mais rapidamente cresce no mundo é alimentada por homens com dinheiro novo obtido no boom econômico do país, informa pesquisadores.

 

A infecção bacteriana, de cura fácil e que foi praticamente erradicada na China há 50 anos, agora é a doença sexualmente transmissível mais comumente informada na cidade de Xangai.

 

Prostitutas e homens gays e bissexuais, muitos dos quais são casados e têm família, estão impulsionando a epidemia, de acordo com comentário publicado no New England Journal of Medicine.

 

O aumento da doença reflete o imenso crescimento econômico do país, que dá a executivos e operários os meios para gastar em sexo inseguro quando estão longe de casa.

 

Diferentemente de outras doenças sexualmente transmissíveis, como gonorreia, a sífilis pode atacar o cérebro e matar, se deixada sem tratamento. Uma injeção de antibiótico é uma cura barata, mas muitas pessoas nunca chegam a experimentar os sintomas específicos da doença e ficam sem diagnóstico.

 

Com exames obrigatórios para gestantes na China, a taxa de transmissão de mãe para filho saltou de 7 para 56 casos em cada 100.000 nascidos vivos entre 2003 e 2008.

 

A sífilis chegou perto da erradicação na China nos anos 60, depois de uma ação ampla de propaganda, com o fechamento de bordéis e exames e tratamento em massa de prostitutas. Mas, à medida que as reformas rumo ao livre mercado a partir dos anos  80 lançaram o país num boom econômico, a doença voltou numa taxa sem precedentes.

 

Embora outros países tenham taxas de sífilis superiores à chinesa, incluindo muitas nações pobres da África, o total de casos no gigante asiático está subindo em 30% ao ano. Parte disso pode ser atribuída a uma melhora nos sistemas de informação sanitária e exames.

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