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Crise econômica dispara casos de disfunção erétil na Espanha

Número de consultas aumentou 20%; especialistas atribuem crescimento ao estresse

Efe,

28 de novembro de 2011 | 16h56

 Ainda que os espanhóis sejam resistentes a pedir ajuda quando surgem problemas sexuais, a crise econômica gerou um aumento de cerca de 20% no número de consultas médicas por disfunção erétil, problema que afeta de forma grave um em cada cinco homens no país.

As consequências da crise econômica geraram estresse na população e todos os casos têm um fundo psicológico. Isso é o que dizem os médicos Ana Puigvert, presidente da Associação Espanhola para a Saúde Sexual, e Ignacio Moncada, presidente da Associação Espanhola de Andrologia, Medicina Sexual e Reprodutiva, durante a apresentação de um estudo da Lilly sobre sexualidade masculina.

A pesquisa, feita com 1531 homens entre 35 e 70 anos de todas as regiões do país, revela que 70% dos espanhóis assume ter sofrido alguma vez de problemas de ereção, sem procurar ajuda.

A grande maioria, 85%, prefere que seu médico pergunte sobre a saúde sexual durante a consulta, inclusive de maneira aberta e direta, antes de iniciar a conversa.

Moncada garante que, ainda que a disfunção aumente com a idade, não se deve considerar normal nem sequer entre as pessoas mais velhas, mas ver o problema como uma doença que deve ser tratada.

Para isso, o primeiro passo é reconhecer o problema. "Os médicos dispõem de soluções e tratamentos para recuperar a saúde sexual", diz.

Além dos problemas que podem surgir no relacionamento do casal, a disfunção erétil é um "sintoma sentinela" sobre problemas de saúde, especialmente cardiovasculares.

Pelas características vasculares do pênis, as patologias cardiovasculares se manifestam antes nos problemas neste órgão do que no coração, diz Moncada.

Nove em cada dez entrevistados garante não ter tomado nenhum tratamento para os problemas de ereção. O estudo assinala que o homem espanhol tem, em média, 1,3 relações sexuais por semana, mas a frequência varia com a idade.

Os entrevistados mais jovens (entre 35 e 54 anos) mencionam, com diferenças significativas, manter relações duas vezes por semana, enquanto que o grupo mais velho (55 a 70 anos) diz ter relações pelo menos uma vez.

A frequência se situa dentro da média internacional. Os especialistas dizem que ter uma vida sexual sadia implica ter relações pelo menos uma vez por semana, inclusive para pessoas com mais de 65 anos.

Aqueles que têm relações uma vez ao mês podem ter alguma patologia que deveria ser investigada. "Quanto maior a frequência, maior o nível de satisfação, melhor a qualidade de vida", diz Puigvert.

Segundo o estudo, os homens espanhóis dão uma nota 6,3 a sua vida sexual. A avaliação cai com a idade: a satisfação é maior nos mais jovens.

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