Cristo Redentor fica vermelho durante campanha de combate à aids

A ação acontecerá também nas noites dos dias 2 e 3 de dezembro

estadão.com.br,

02 de dezembro de 2011 | 08h11

 

SÃO PAULO - O Rio iluminou de vermelho dez monumentos da cidade, entre eles o Cristo Redentor, para lembrar o Dia Mundial de Luta Contra a aids nesta quinta-feira, 1. A ação acontecerá também nas noites dos dias 2 e 3 de dezembro. Também foram iluminados a Catedral Metropolitana, os Arcos da Lapa, a Câmara Municipal, a Praça Paris, os monumentos Estácio de Sá e Zuzu Angel, a Cidade das Artes, a Fiocruz e o Centro Cultural Waly Salomão.

 

"Uma ação de grande visibilidade como essa é fundamental em uma campanha de prevenção. É a maneira de lembrar à população que a cura não existe ainda e o preservativo é a única maneira tecnicamente comprovada de se combater não só o HIV, mas outras doenças sexualmente transmissíveis", afirmou Carlos Tufvesson, coordenador especial da Diversidade Sexual da prefeitura do Rio.

 

Neste sábado, 3, a prefeitura também oferecerá testes para detecção de HIV e sífilis nos postos de saúde e clínicas da família em toda a cidade. Anteriormente, os testes poderiam ser feitos somente nos 12 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs). Os resultados estarão disponíveis para os pacientes em aproximadamente dez dias, pela internet ou na unidade onde fez a coleta. 

 

A ação faz parte da campanha "Fique Sabendo", em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, celebrado no dia 1º de dezembro, e é a maior já feita por um município no país, com investimento de R$ 2 milhões.

 

A expectativa é de realizar cerca de 30 mil testes somente no sábado. O objetivo da Prefeitura é reforçar as campanhas para que se faça o teste e de monitorar o início do tratamento em caso de resultado positivo. Os soropositivos receberão aconselhamento de profissionais e serão encaminhados imediatamente para tratamento e acompanhamento ambulatorial em uma unidade de saúde da rede. 

 

Apesar do número de pessoas com Aids ter se mantido estável em 2010, houve entre os jovens homossexuais um aumento significativo nos índices. Em 1998, eram 12 homossexuais para cada 10 heterossexuais portadores do vírus no grupo entre 15 e 24 anos. Em 2010, foram 16 para cada 10. 

 

"Os dados apresentados pelo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde servirão de base para programarmos nossas ações de prevenção para a comunidade LGBT especialmente para o Carnaval", anunciou Tufvesson. Para eles, os resultados "deixam claro o desconhecimento em relação à Aids por parte dos jovens de hoje".

 

 

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