Criticada nos EUA lei que força mãe a ver feto antes de abortar

Grupo diz que condição é invasão de privacidade, coloca em risco a saúde e ameaça a dignidade das mulheres

AP

10 de outubro de 2008 | 19h02

Um grupo de defesa dos direitos das mulheres foi á Justiça contra uma lei de Oklahoma, nos Estados Unidos, que proíbe que mulheres façam abortos a não ser que antes um médico faça um ultra-som e descreva como o feto para a mãe.  No processo iniciado na quinta-feira, 9, na Corte de Oklahoma, o Centro pelos Direitos Reprodutivos diz que a condição é uma invasão de privacidade, coloca em risco a saúde e ameaça a dignidade das mulheres.  A lei, que deve entrar em vigor no dia 1 de novembro, faria de Oklahoma o quarto Estado do país (depois de Alabama, Louisiana e Mississippi) a exigir ultra-sons antes que uma mulher possa fazer um aborto, e que os ultra-sons sejam vistos pelas pacientes, de acordo com o Instituto Guttmacher. A Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o aborto em 1973 no caso Roe contra Wade, mas a prática permanece controversa e alguns Estados fizeram tentativas de restrição. Aqueles que apóiam o processo dizem que Oklahoma é o único Estado a exigir que o ultra-som seja visto pela mulher durante o processo e que o médico descreva o que se vê na tela, incluindo as dimensões do feto. O senador Todd Lamb diz que aqueles que apóiam a lei esperam que ela diminua o número de abortos no Estado. "Eu introduzi essa lei porque queria estimular a vida na sociedade", disse.

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