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Crivella diz que covid-19 matou menos no Rio que o esperado e convoca retomada econômica

A fala do prefeito encerrou uma apresentação ao vivo em sua página no Facebook na qual, pela primeira vez, aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro, recebendo apoio à sua candidatura à reeleição

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2020 | 22h45

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), defendeu a retomada da economia carioca, já que, segundo ele, na capital fluminense, não aconteceram "as mortes (de covid-19) previstas pelos especialistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)". A fala do prefeito encerrou uma apresentação ao vivo em sua página no Facebook na qual, pela primeira vez, aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro, recebendo apoio à sua candidatura à reeleição. 

Crivella disse que apresentará nessa terça-feira, 3, medidas de retomada, "depois de todo faseamento (divisão de tarefas) com comitês científicos". Segundo o prefeito, com as medidas tomadas e equipamentos comprados para enfrentar a pandemia no Rio, o número de mortes por contaminação pelo coronavírus  ficou abaixo da projeção de 3% da população feita pela Fiocruz. 

Crivella calculou o número de óbitos em cerca de 10 mil, segundo ele, quase 20 vezes menos do que previram os especialistas. "Agora precisamos retomar a economia, já que as curvas todas, há meses, estão descendentes", disse. 

A peça de dois minutos ao lado de Bolsonaro, que será incluída na campanha de televisão, foi gravada antecipadamente em Brasília e finalizou a transmissão ao vivo no Facebook. No vídeo, presidente e prefeito enfatizam que compartilham valores morais e políticos, de defesa da família e resistência a movimentos considerados de esquerda. 

Bolsonaro iniciou sua fala com um apelo para que os cariocas que pensam em não votar nesta eleição à prefeitura do Rio mudem de ideia e optem por Crivella. O presidente também classificou o prefeito como um conservador, assim como ele, e disse que, na América do Sul, alguns países estão voltando a ser "pintados de vermelho". "Nós não queremos isso em nosso País", disse o presidente.

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