Cruzeiro segue rotas de grandes navegadores

Viagem durará 99 dias e imita percurso do personagem Phileas Fogg, de Julio Verne

Efe,

29 de dezembro de 2011 | 17h28

O cruzeiro "Costa Deliciosa" parte nesta quinta-feira, 29, da cidade mediterrânea de Marselha, na França, com 2.300 passageiros para uma volta ao mundo que durará 99 dias, que pretende reeditar as grandes travessias marítimas do passado.

O percurso, que imita aquele do personagem Phileas Fogg, de Julio Verne, divide-se em várias etapas inspiradas nas viagens de Cristóvão Colombo, James Cook e Marco Polo.

A maioria dos passageiros embarca no dia 29, e uma pequena parte no dia seguinte na primeira parada, na cidade espanhola de Barcelona.

De lá, após atravessar o estreito de Gibraltar, a viagem terá 37 escalas divididas nos cinco continentes para que os viajantes possam fazer até 310 excursões.

"Queríamos resgatar os itinerários excepcionais e de prestígio, as viagens de meses destinadas a descobrir o mundo sem ter que embarcar num avião", diz um dos organizadores.

Após atravessar o Atlântico, o "Costa Deliciosa" chegará às ilhas do Caribe, onde fará as primeiras escalas, antes de chegar à Colômbia e à Csota Rica, seguindo os passos do navegante genovês.

Pelo Canal do Panamá, cruzará ao Pacífico para chegar à costa mexicana e californiana, rumo aos arquipélagos do Havaí e Ilhas Samoa.

Ali começará uma nova fase da rota, inspirada nas viagens do britânico Cook. Nova Zelândia e a costa australiana, com escalas em Melbourne e Perth, levarão o barco até o Oceano Índico, antes de chegar a cidades de Cochin, Goa e Bombaim, na Índia. Essa parte da viagem segue as rotas traçadas por Marco Polo.

Uma escala em Dubai servirá de entrada para o Mar Vermelho, para voltar ao Mediterrâneo pelo Canal de Suez.

A parada em Roma antecede a chegada na cidade de Savone, prevista para o dia 6 de abril de 2012.

O sucesso do cruzeiro a bordo de um luxuoso barco de 294 metros mostra que há demanda para esse tipo de viagem, dizem os organizadores.

As passagens mais baratas custaram 9.990 euros (cerca de 12.900

dólares), mas as mais luxuosas chegaram a 30.650 euros (quase

40.000 dólares).

As reservas estão esgotadas há mais de um ano. A maioria da clientela é composta de executivos aposentados.

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