Cubana que trabalhava em Fortaleza substituirá desertora do Mais Médicos

Greysi Meira Tagilas, que ficará no lugar de Ramona Rodríguez, foi transferida para Pacajá

Carlos Mendes, Especial para O Estado

10 Fevereiro 2014 | 17h00

BELÉM - A médica cubana Greysi Meira Tagilas, que vinha atuando em Fortaleza (CE), é quem vai substituir a também cubana Ramona Rodrigues no posto de saúde do bairro Alto Bonito, em Pacajá, no sudeste do Pará. Ramona abandonou o programa Mais Médicos, do governo federal, na última segunda-feira, 3, justificando que recebia mensalmente apenas R$ 900, além de uma pequena ajuda de custo.

Embora já esteja em Pacajá desde o sábado, Greysi só começará a trabalhar depois que o Ministério da Saúde enviar ao município a documentação com o registro da médica. "Isso deve acontecer nos próximos dois dias, mas acredito que até quarta-feira as consultas médicas serão normalizadas no posto de saúde", informou o secretário de Saúde de Pacajá, Ronaldo Santos Júnior.

Ele negou que o atendimento às pessoas que procuram o posto tivesse sido suspenso depois que Ramona deixou a cidade. "O posto sempre funcionou, mesmo sem médico, porque o pessoal de enfermagem nunca deixou de trabalhar, fazendo curativos e acompanhando o tratamento dos pacientes". Santos Junior disse que Greyci já conheceu o local onde vai trabalhar e foi informada de que, em média, atenderá 30 pessoas diariamente.

'Embrigada'. Em Pacajá, os moradores comentam os ataques feitos da tribuna da Câmara dos Deputados, no fim de semana, pelo deputado federal Zé Geraldo, do PT do Pará, que chamou Ramona de mulher que vivia "embriagada" e que tentou "levar um estranho para seus aposentos". O deputado afirmou que Ramona não fazia falta em Pacajá e que aqueles que a acolheram em Brasília (referindo-se ao deputado Ronaldo Caiado, do DEM) deveriam fazer uma "vaquinha" e mandá-la para "bem longe" do Pará.

"Ninguém na cidade nunca viu essa médica bêbada, isso é calúnia", declarou o vendedor Raimundo Carlos Souza. "O Zé Geraldo está denegrindo a imagem da doutora, que em pouco tempo conquistou a simpatia e a afeição dos moradores de Pacajá", acrescentou a agricultora Maria José Ferreira. O secretário Ronaldo Junior disse que prefere não comentar as afirmações do petista, argumentando que a conduta profissional de Ramona sempre foi "exemplar" durante o tempo em que ela atuou no município.

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