WERTHER SANTANA/ESTADÃO
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Dados do IBGE mostram que população brasileira relaxou nas medidas de isolamento social

Parcela que ficou rigorosamente isolada somou 31,6 milhões na quarta semana de setembro, 2,2 milhões de pessoas a menos do que na semana anterior

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2020 | 13h08


RIO - A população brasileira diminuiu a adesão às medidas de isolamento social na quarta semana de setembro, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) semanal, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A parcela da população que ficou rigorosamente isolada somou 31,6 milhões na quarta semana de setembro, 2,2 milhões de pessoas a menos em isolamento social do que na semana anterior. Outros 7,4 milhões disseram que não adotaram qualquer tipo de restrição de contato em função da pandemia do novo coronavírus na quarta semana de setembro, 900 mil pessoas a mais nessa condição que na terceira semana.

Aproximadamente 84,7 milhões de pessoas ficaram em casa e só saíram por necessidade básica na quarta semana de setembro, o equivalente a 40,0% da população. O resultado representa cerca de 200 mil pessoas a mais em distanciamento social em uma semana.

Uma fatia de 86,7 milhões de pessoas declarou ter reduzido o contato social, mas continuaram saindo de casa ou recebendo visitas, 41% da população brasileira nessa condição, um milhão a mais de pessoas que na semana anterior.

Atividades escolares

Na quarta semana de setembro, 46,1 milhões de estudantes frequentavam escolas ou universidades, mas 6,4 milhões deles (13,9% do total) não tiveram atividades escolares. Entre os 39,2 milhões de estudantes que tiveram atividades escolares na quarta semana de setembro, 26,1 milhões (66,7% deles) tiveram atividades em cinco dias da semana.

 

Sintomas

Na semana de 20 a 26 de setembro, 8,3 milhões de pessoas, o equivalente a 3,9% da população brasileira, apresentavam pelo menos um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal investigados pela pesquisa: febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular.

Cerca de 2 milhões de pessoas procuraram estabelecimento de saúde em busca de atendimento. Entre os que procuraram atendimento em hospital, 81 mil (9,9%) foram internados.

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