Reprodução/ Plataforma Johns Hopkins
Reprodução/ Plataforma Johns Hopkins

Dados sobre Brasil chegam a ficar fora do ar do site da Johns Hopkins

Brasil aparece no site da universidade como terceira nação em números absolutos de óbitos e em segundo lugar em número de casos; Ministério da Saúde brasileiro mudou forma de apresentação dos dados em site oficial

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2020 | 19h59

Informações sobre o Brasil deixaram de aparecer no site da Universidade Johns Hopkins, referência em estatísticas globais da pandemia da covid-19, por um período na tarde deste sábado, 6, mas depois voltaram à plataforma. O Brasil segue aparecendo como terceira nação com mais óbitos pela doença e está em segundo lugar como País com mais casos confirmados de coronavírus.

A ausência dos dados aconteceu no dia em o portal oficial do Ministério da Saúde sobre a pandemia deixou de divulgar o número total de casos confirmados e óbitos pela doença, informando apenas os que foram registrados nas últimas 24 horas, além do número de recuperados. O site brasileiro chegou a ficar fora do ar nesta sexta e em grande parte do sábado e, quando os dados voltaram, vieram somente os registros de 24 horas, sem o histórico da evolução da covid-19 no Brasil.

Na plataforma, a instituição americana disponibiliza informações com os dados oficiais divulgados diariamente pelo Ministério da Saúde e, a partir deles, posiciona o País em um ranking de nações afetadas. 

O Estadão procurou a Johns Hopkins para saber o motivo da saída dos dados brasileiros do ar, mas a universidade não retornou o contato da reportagem. 

O Ministério da Saúde quer recontar as mortes por covid-19 no País, sob o argumento de que haveria óbitos a mais, ocorridos por outras doenças, mas erroneamente registrados como coronavírus. Na avaliação da cúpula da pasta, Estados e municípios estariam manipulando informações para se beneficiarem de recursos do governo federal. A possibilidade de recontagem provocou reação de entidades. O  presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Alberto Beltrame, afirmou que há uma tentativa “autoritária, insensível, desumana e anti-ética” de dar invisibilidade aos mortos pelo coronavírus.

Sobre a plataforma

O site da Johns Hopkins é um repositório de fontes internacionais utilizadas como base para compilar os dados dos países. O painel indica que a plataforma do Ministério da Saúde vinha sendo utilizada como fonte principal para inserções sobre o Brasil. 

O levantamento da Universidade John Hopkins é disponibilizado por meio do Centro de Recursos do Coronavírus desenvolvido pela instituição, que está localizada em Baltimore, nos Estados Unidos. Os dados são utilizados mundialmente como fonte para pesquisadores e meios de comunicação.

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