DeBakey, pioneiro das pontes coronárias, morre aos 99 anos

Ele inventou uma bomba de transporte de sangue que se tornou componente dos respiradores artificiais

AP

12 de julho de 2008 | 14h29

O médico Michael DeBakey, o cirurgião cardiovascular de fama mundial que foi pioneiro nas agora comuns pontes coronárias, morreu na noite de sexta-feira num hospital de Houston, informaram diretores da instituição. Ele tinha 99 anos.   DeBakey morreu de "causas naturais", de acordo com comunicado divulgado na madrugada de sábado, 12, por porta-vozes do Baylor College of Medicine - escola regional que ele transformou em uma das instituições médicas de maior prestígio dos EUA - e do Methodist Hospital. DeBakey havia sido submetido a uma cirurgia em fevereiro de 2006 para reparação de uma aorta mediante um dos procedimentos que criou.   "A reputação do doutor DeBakey atraiu numerosas pessoas a esta instituição e ele atendia a todas: chefes de Estado, comediantes, empresários e presidentes, assim como pessoas sem títulos nem meios (econômicos)", disse Ron Girotto, diretor do Methodist Hospital. Girotto afirmou que o cirurgião melhorou a "condição humana e tocou a vida de gerações por vir".   Quando ainda era estudante de medicina em 1932, ele inventou uma bomba de transporte de sangue que se tornou componente fundamental dos respiradores artificiais e marcou o início da era das cirurgias a coração aberto. O respirador artificial ou balão de contrapulsão substitui a função do coração e dos pulmões durante a cirurgia.   Ele também foi precursor nos trabalhos para desenvolver corações artificiais e bombas cardíacas para ajudar os pacientes que aguardavam transplantes e contribuiu para a criação de mais de 70 instrumentos cirúrgicos.

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