Defasagem entre relógio biológico e social é ameaça à saúde

Problema não apenas causa cansaço mas também influencia na obesidade, mostra um novo estudo

Efe,

10 de maio de 2012 | 19h41

 A defasagem entre o relógio interno das pessoas e a realidade de suas agendas diárias não apenas causa cansaço mas também influencia na obesidade, mostra um novo estudo alemão.

"Identificamos uma síndrome na sociedade modenra que apenas foi detectada recentemente. Tem a ver com a crescente discrepância entre o ritmo diário do relógio fisiológico e o relógio social", diz Till Roenneberg, da Universidade de Munique, na publicação "Current Biology".

Segundo o cientista, "como consequência do 'jetlag' social, as pessoas padecem de uma carência crônica de sono", mas "também é mais propensa a fumar e beber álcool e cafeína".

O estudo também mostra que isso contribui para a obesidade. "o argumento é que  o 'jetlag' social é realmente nocivo à saúde se reforça.

Todos temos um relógio biológico que não pode ser sincronizado como se fosse uma máquina.

O que mais determina o funcionamento é a luz do dia e a escuridão, que proporcionam o marco ótimo para conciliar o sono ou despertar.

Na sociedade moderna escutamos 'cada vez menos' esses relógios 'devido à crescente discrepância entre o que diz o relógio biológico e o que diz o chefe", explica.

A fim de determinar as dimensões do problema, a equipe investiu dez anos para criar uma ampla base de dados do comportamento humano relacionado ao sono e ao despertar que utilizarão para elaborar um mapa mundial do sono.

A análise da informação que inclui altura, peso e padrões de sono dos participantes permite concluir que pessoas com 'jetlag' social mais acentuado também são mais propensas ao sobrepeso.

Em outras palavras, viver 'contra o relógio" poderia ser um fator que contribui para a epidemia da obesidade, assinalam os cientistas.

"Acordar com o despertador é algo relativamente novo em nossas vidas. Simplesmente significa que não dormimos o suficiente e essa é a razão pela qual estamos cansados de maneira crônica, diz Roenneberg.

Segundo o cientista, "um sono bom e suficiente não é uma perda de tempo, mas uma garantia de melhor rendimento no trabalho e mais diversão com os amigos e a família nos momentos de ócio", diz.

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