Defesa deve anunciar força-tarefa contra dengue nesta 5ª

Temporão nega acusações do prefeito do Rio e diz que "não faltou aviso" sobre o avanço da doença

da Redação,

27 de março de 2008 | 09h10

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, deverá anunciar nesta quinta-feira, 27, em parceria com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o efetivo das Forças Armadas destacado para combater ao mosquito transmissor da dengue e aumentar o atendimento de pacientes em hospitais no Rio de Janeiro. Por enquanto, a equipe do ministério trabalha com a possibilidade de instalação de três hospitais de 'emergência' na cidade.   VEJA TAMBÉM  Especial - A ameaça da dengue Rio deixou de investir repasse da Saúde contra dengue, diz TCM Temporão diz que Maia sabia do risco de epidemia de dengue Cesar Maia acusa ministério de omissão 'criminosa' por dengue Medo da dengue aumenta procura por repelentes no Rio PM pode arrombar porta de quem dificultar trabalho de agente Dengue atinge status de epidemia no Rio   Em entrevista coletiva na quarta-feira, 26, Temporão afirmou também que, com o Ministério da Defesa, estuda a possibilidade de o efetivo das Forças Armadas trabalhar durante todo o ano no combate ao mosquito e não apenas durante o período de crise. Isso, porém, ainda não está acertado. Temporão abandonou de vez o discurso pretensamente conciliador e disse que a prefeitura do Rio há tempos sabia do risco de recrudescimento da epidemia de dengue. "Não faltou aviso", afirmou. Para ajudar a financiar o grande movimento nos hospitais, o ministério vai liberar R$ 3 milhões para a Secretaria Estadual da Saúde do Rio. A verba, a ser liberada em três parcelas mensais de R$ 1 milhão, será usada para ações de média e alta complexidade. Temporão garantiu que Estados e municípios em situação mais crítica haviam sido alertados em outubro sobre a necessidade de se tomar providências para evitar um número alto de casos e mortes. "Expedi ofícios, repassei recursos, treinei pessoal. O Ministério da Saúde, com suas limitações, fez o que deveria ter sido feito." A mudança para um discurso mais duro ocorreu um dia depois de o prefeito do Rio afirmar que Temporão ficava "falastrando" (o verbo "falastrar" não existe; Maia quis dizer que Temporão é um falastrão, fala demais). Irritado, o ministro teria afirmado para alguns interlocutores que o prefeito César Maia havia sido irresponsável na prevenção da doença. O ministro voltou a atribuir o alto número de mortes de dengue no Rio à estrutura ineficiente no atendimento básico. "Falo isso desde que assumi o ministério. Não é coisa nova. O Rio precisa mudar seu modelo de atenção primária", completou. "As críticas para atingir politicamente, essa política com pé pequeno, é inaceitável." O ministro reconheceu que a população do Rio está ansiosa, insegura. E que o importante agora é providenciar agilidade no atendimento.

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