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'Deixe de ser cabeça pequena', diz campanha da microcefalia

O material é veiculado em um jornal local e causou repercussão, principalmente pelas redes sociais

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2016 | 13h20

SOROCABA - Uma campanha contra o Aedes aegypti com foco na relação do zika vírus com a microcefalia causa polêmica em Catanduva, interior de São Paulo. O texto publicitário faz menção a um dos efeitos mais graves da doença, a redução do perímetro encefálico, na tentativa de incentivar o combate ao mosquito. “Deixe de ser cabeça pequena. Combata o mosquito que causa a microcefalia”, diz a peça publicitária usada na campanha. A cidade teve dois casos confirmados de zika este ano, mas nenhum em gestante.

O material é veiculado em um jornal local e causou repercussão, principalmente pelas redes sociais. Depois que um morador postou o anúncio, afirmando que a frase era “de mau gosto”, várias pessoas postaram comentários, como “não é piada?” e “essa foi infeliz”. A campanha é veiculada pelo hospital psiquiátrico Mahatma Gandhi e tem os selos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Catanduva e do Sistema Único de Saúde (SUS). 

O hospital informou ter usado os selos por ser gestor da UPA, mantida pelo SUS. Informou ainda que o objetivo era causar impacto para chamar a atenção para os riscos do Aedes, e que a campanha já foi alterada. Uma nova publicação foi feita com a frase: “Pare de pensar pequeno, combata o mosquito que causa microcefalia”.

Em todo o Brasil, foram confirmados 1.434 casos de microcefalia em 517 municípios de 25 unidades da federação, segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde. A pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.

 

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