Delegado afirma que enfermeira que injetou vaselina em criança não foi induzida ao erro

Auxiliar de enfermagem foi indiciada por homicídio culposo; ela havia dito que foi induzida ao erro

Marília Lopes, Central de Notícias

13 Dezembro 2010 | 14h17

O delegado José Carvalho Pinto, do 73º Distrito Policial, no Jaçanã, na Zona Norte de São Paulo, afirmou, nesta segunda-feira, 13, que a auxiliar de enfermagem Kátia Aragaki, não foi induzida ao erro. "Existem protocolos para que não ocorra um erro. Ela não seguiu os protocolos. Não foi induzida ao erro, o erro foi dela", disse Pinto.

 

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Durante seu depoimento na última quinta-feira, 9, Aragaki confessou ter aplicado vaselina líquida, ao invés de soro fisiológico, na veia de Stephanie dos Santos Teixeira, de 12 anos, que morreu no Hospital São Luís Gonzaga no dia 4 de dezembro. A auxiliar de enfermagem foi indiciada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ela havia dito que foi induzida ao erro, não somente porque os frascos eram iguais, mas também porque não é comum haver vaselina líquida naquele setor do hospital.

 

O delegado visitou o Hospital São Luís Gonzaga na semana passada para verificar como são armazenados os frascos com medicação. Segundo ele, todos os frascos tem identificação. "Os frascos são parecidos, mas tem o rótulo informando o que cada um contém."

 

Pinto afirmou que Aragaki é a única indiciada e o inquérito será finalizado assim que chegarem os dois laudos do Instituto de Criminalística (IC), uma perícia dos frascos e um laudo necroscópico. Segundo o delegado, os laudos devem ser finalizados em 15 dias.

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