Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Com 40 novos casos em 5 dias, Brasil chega a 287 diagnósticos positivos da variante Delta

Rio de Janeiro é o Estado com o maior número de infectados pela Delta, com 101 ocorrências notificadas; já o Paraná é o que tem mais óbitos pela variante: 12

Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2021 | 05h00
Atualizado 05 de agosto de 2021 | 10h34

O Brasil já soma ao menos 287 casos da variante Delta do novo coronavírus, apontam dados reunidos até a última terça-feira, 3, pelo Ministério da Saúde. Ao todo, a variante de preocupação resultou em 21 mortes no País, sendo 12 delas no Paraná. Enquanto o número de vítimas segue o mesmo do boletim divulgado pela pasta na última quinta-feira, 29, foram registrados 40 novos casos da Delta nos últimos cinco dias, demonstrando que a cepa está avançando nos Estados brasileiros.

O principal deles é o Rio de Janeiro, que, até o momento, registrou 101 ocorrências da variante Delta. O governo do Estado apontou nesta quarta-feira, 4, que 45% das amostras analisadas na capital fluminense obtiveram confirmação para a nova cepa. Já na Grande São Pauloa variante corresponde a 23% dos casos sequenciados, ao passo que no Rio Grande do Sul a Delta foi identificada em 15% do total de amostras administradas.

Abaixo estão os Estados brasileiros que já registram casos da variante Delta:

  • Ceará, com quatro ocorrências;
  • Distrito Federal, com 54;
  • Goiás, com cinco;
  • Maranhão, com sete (sendo seis identificadas no navio que esteve no Estado);
  • Minas Gerais, com quatro;
  • Paraná, com 29;
  • Pernambuco, com três;
  • Rio de Janeiro, com 101;
  • Rio Grande do Sul, com 45;
  • Santa Catarina, com oito;
  • São Paulo, com 27.

As 21 mortes pela variante, por sua vez, foram registradas em quatro Estados: Maranhão (1), Paraná (12), Rio de Janeiro (4) e Distrito Federal (4). Segundo o Ministério da Saúde, os dados são atualizados a partir das notificações das secretárias estaduais de saúde e são dinâmicos. Desse modo, os números ainda podem sofrer alterações após investigação feita pelas gestões locais.

"A pasta tem reforçado a orientação para Estados e municípios, quanto ao sequenciamento genético, notificação imediata, rastreamento e isolamento dos casos e contatos, além de outras ações de prevenção", destaca. Os casos e pontos de contatos dos infectados, complementa, são monitorados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância e Saúde (CIEVS) locais, conforme orientação do Guia Epidemiológico da COVID-19.

A pasta também ressalta que o avanço da vacinação é essencial para reduzir o caráter pandêmico da covid-19. No entanto, até o momento, pouco mais de 20% da população possui imunização contra a doença no País. Já aqueles que receberam ao menos uma dose correspondem a cerca de 49% das pessoas.

A Delta tem desacelerado planos de reabertura no Brasil e no exterior. De acordo com documento dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, essa variante pode ser tão contagiosa quanto a catapora. Estudos mostram ainda que a Delta é mais transmissível que as demais cepas, mas não necessariamente mais agressiva.

Cientistas ressaltam que a variante se espalhou em países onde boa parte da população já está vacinada. Já se sabe também que só a 1ª dose de um imunizante pode não ser suficiente para barrar a infecção, mas duas injeções têm eficácia contra a nova cepa nos casos das vacinas da AstraZeneca e da Pfizer, segundo estudos cujos resultados já foram publicados.

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