'Demolição de hospital de servidores pode começar imediatamente', diz Inca

Segundo secretário estadual de Saúde do Rio, Sergio Cortes, transferência dos pacientes que estavam internados foi realizada corretamente, apesar dos protestos do último domingo

Agência Brasil,

16 Julho 2012 | 12h19

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) informou nesta segunda, 16, que a demolição de parte do Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj) pode começar imediatamente. O hospital, que atendia a servidores fluminenses no centro da cidade, foi cedido ao vizinho Inca para que o instituto seja ampliado.

 

Na madrugada de ontem, 11 pacientes que estavam na unidade de terapia intensiva (UTI) e 31 doentes que estavam internados na enfermaria do hospital foram transferidos. A remoção gerou protestos de funcionários do Iaserj, que são contrários à demolição do hospital.

 

No hospital, permanecem apenas oito pacientes com doenças infecciosas, que serão transferidos em breve para o Hospital dos Servidores do Estado, e um paciente da UTI que não pôde ser removido diante da gravidade de seu estado de saúde.

 

Segundo o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini, a demolição já foi licitada. “Nós já temos um cronograma de demolição, que dependia da transferência dos pacientes. Há prédios que não têm mais pacientes cuja demolição pode começar imediatamente”, disse.

 

Depois da demolição, o terreno onde fica o Iaserj será usado para construir um novo prédio do Inca que, juntamente com a atual sede ao lado, concentrará todas as unidades do instituto no Rio de Janeiro.

 

O edifício anexo também permitirá, entre outras coisas, ampliar de 360 para 438 o número de leitos de internação e, de 34 para 57, os leitos de tratamento intensivo, além de aumentar a capacidade de pesquisa oncológica. O custo total das obras, que devem ser concluídas em quatro anos, é R$ 469 milhões.

 

Em coletiva à imprensa nesta segunda, o secretário estadual de Saúde do Rio, Sergio Cortes, defendeu a forma como foi realizada a transferência dos pacientes. Segundo ele, os pacientes foram levados de madrugada porque a Secretaria sabia que protestos estavam marcados para a manhã de domingo, horário inicialmente previsto.

 

“Identificamos trocas de e-mails e mensagens nas redes sociais que incitavam a manifestação [durante a transferência]. Quisemos preservar a saúde dos funcionários e dos pacientes. A presença da polícia foi apenas para dar segurança”, disse Cortes.

 

Segundo a Secretaria de Saúde, para compensar o fechamento dos doze leitos de UTI do Iaserj foram abertos 24 leitos no Hospital Getúlio Vargas, na zona norte da cidade, local que recebeu os 11 pacientes do Iaserj. Os 31 pacientes da enfermaria foram transferidos para diversas unidades estaduais.

 

Já o atendimento ambulatorial ficará a cargo do Iaserj Maracanã, na zona norte, que foi reformado e reativado. O Hospital do Iaserj em Campo Grande, na zona oeste da cidade, também teve seu número de leitos ampliado de 30 para 120.

 

Os funcionários do Iaserj, no entanto, continuam protestando contra a demolição do hospital central. Na manhã de hoje, no estacionamento da unidade, servidores criticavam a desativação do hospital, com a ajuda de um carro de som. Manifestantes também distribuíam panfletos na frente do prédio do Inca.

 

“Não somos contra a ampliação do Inca. Só achamos que ele poderia ser construído em qualquer lugar. Não precisava desativar esse hospital”, disse o ex-diretor do Hospital Central do Iaserj, Nelson Ferrão, exonerado do cargo há um mês, segundo ele, por não concordar com a desativação.

 

De acordo com Ferrão, o Hospital Central do Iaserj atendia a cerca de 7 mil pessoas no ambulatório e fazia mais de 30 mil exames laboratoriais por mês.

 

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