TV Estadão | 19.05.2015
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Dengue causa mortes e MP cobra mais ações no interior de São Paulo

Uma idosa de 74 anos morreu em Itirapina, na região de São Carlos; em Rio Preto, foram confirmadas mais duas mortes pela doença

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

10 Junho 2015 | 19h11

SOROCABA - Embora o número de casos esteja em declínio, a dengue continua causando mortes no interior de São Paulo. Somente esta semana, pelo menos três mortes foram confirmadas e uma está sob investigação. O Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal cobram ações das prefeituras para que não haja relaxamento no controle do mosquito transmissor.

A Vigilância Epidemiológica de Itirapina, na região de São Carlos, abriu investigação para apurar a morte de uma idosa de 74 anos, na terça-feira, 9, depois de apresentar sintomas de dengue. Se confirmada, será a terceira morte pela doença na cidade este ano. Há ainda outro óbito em investigação. A prefeitura informou que o bairro onde morava o paciente foi nebulizado e que as ações de prevenção irão prosseguir. Um projeto que aumenta em até 60% o imposto sobre terrenos com criadouros do mosquito será enviado à Câmara.

Em São José do Rio Preto, foram confirmadas mais duas mortes por dengue, elevando para seis o número de óbitos pela doença na cidade este ano. A cidade tem 4.912 casos confirmados, mas o número de doentes está caindo - foram 859 nas duas últimas semanas, menos da metade do que foi registrado no período anterior. Também foi confirmada a primeira morte em Santa Rita do Passa Quatro, na mesma região. A vítima, um homem de 41 anos, tinha problemas cardíacos.

Ações. O Ministério Público Estadual quer que as ações de controle do mosquito da dengue continuem, mesmo com a redução de casos no interior do Estado. O objetivo é evitar a reincidência da epidemia. O Centro de Apoio Operacional Civil do MPE para Saúde Pública orientou as promotorias para exigir das prefeituras a aplicação das ações previstas no Plano Nacional de Combate à Dengue (PNCD).

De acordo com a orientação, em caso de epidemia pode ser requisitada a atuação suplementar do Estado e, sendo necessário, da União para as medidas de controle. As prefeituras ficam autorizadas a exercer o poder de polícia no sentido de entrar em imóveis desocupados ou em que haja resistência à vistoria das equipes de controle. Inquéritos já foram abertos em mais de 50 cidades, entre elas Sorocaba, Rio Claro, São Carlos, Araraquara e Limeira. O Ministério Público Federal (MPF) também interveio em Jales, Estrela D'Oeste e outras cidades das regiões oeste e norte do Estado.

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