DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
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Dengue começa a recuar nas primeiras cidades com epidemia

Nos municípios em que a dengue se espalhou há menos tempo, como Campinas, os casos continuam aumentando

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

06 Abril 2015 | 18h43

SOROCABA - Nas primeiras cidades do interior de São Paulo em que a doença se tornou epidêmica, os casos de dengue estão diminuindo, segundo informam os serviços de saúde municipais. Em Guararapes, noroeste do Estado, o total de casos em março foi de 185, redução de 80% em relação a fevereiro, quando houve 895. Em janeiro tinham sido 1.390 casos. Nos últimos 30 dias não houve mortes por dengue na cidade - os seis óbitos confirmados ocorreram nos dois primeiros meses do ano.

Em Catanduva, norte do Estado, onde a epidemia pode ter feito o maior número de mortes - 18 confirmadas e 20 em investigação -, o número de casos já não sobe na mesma velocidade. São 10.940 confirmados e 395 aguardando resultados. A procura por atendimento nas unidades de saúde caiu 40%. A prefeitura de Trabiju, na região central, garante que a doença está controlada. A cidade chegou a ter o maior índice de casos em relação à população, mas não teve novos doentes nas duas últimas semanas. 

A prefeitura de Marília atualizou para 12.039 o número de pessoas doentes e de mortes confirmadas - agora são 8 óbitos com exames positivos para a dengue e dez ainda sob investigação, segundo o município -, mas informou que o número de casos já é decrescente. Penápolis, na região noroeste, também observa incidência menor, após a dengue ter atingido 2.639 moradores. Outros 492 pacientes aguardam resultado de exames. Houve oito óbitos confirmados, segundo a prefeitura.

Mais casos. Nas cidades em que a dengue se espalhou há menos tempo, os casos continuam aumentando. Em Campinas, o Hospital Celso Pierro, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), parou de atender casos que não são urgentes, nesta segunda-feira, 6, para dar conta do maior número de pacientes com suspeita de dengue. A cidade chegou a 14.901 casos confirmados e 5.122 à espera de exames, tendo ainda três mortes. 

A prefeitura de Sorocaba contratou dez médicos e seis enfermeiros em regime emergencial para reforçar o atendimento a pacientes com dengue. Os profissionais começam a trabalhar na sexta-feira, 10, no sistema público de saúde. Os contratos têm duração de seis meses, tempo máximo que deve durar a epidemia. A cidade tem 32.006 casos e sete mortes confirmadas, além de 15 óbitos à espera de exames.

Em Jacareí, no Vale do Paraíba, após confirmar 282 casos, foi criada uma ala especial para atendimento de pacientes com a doença na Santa Casa local. A prefeitura também ampliou o horário de atendimento em suas unidades de saúde. O recente aumento no número de casos levou o município a se preparar para uma possível epidemia de dengue.

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