Dengue e crime não podem ocupar paisagem do Rio, diz Cabral

Governador voltou a defender a criação de uma comissão de especialistas contra mosquito transmissor

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2008 | 16h40

O governador Sérgio Cabral Filho fez uma comparação entre a dengue e o crime organizado e disse que os dois precisam ser combatidos e não podem mais "fazer parte da paisagem do Rio". Perguntado se haverá nova epidemia no próximo verão, o governador respondeu: "Não sou especialista, sou carioca. Moro há 45 anos no Rio e há 16 anos, em maior ou menor escala, acompanho crises de dengue, e isso é visto como normal. Da mesma forma que não posso tolerar a ocupação das favelas por criminosos, temos que nos indignar e combater a dengue. Não podemos achar a dengue normal", disse o governador.   Veja também: Especial - Acompanhe o avanço da dengue  Com médicos, Rio vai abrir dois centros antidengue nesta terça Prédio vizinho a hotel de delegação médica tem foco de Aedes Médicos confirmam que Diego Hypólito está com dengue Brasil deve se preparar para ameaça maior de dengue, diz OMS   Ele voltou a falar na criação de uma comissão de especialistas que vai nortear as novas estratégias de combate ao Aedes aegypti. Cabral inaugurou no início da tarde desta terça-feira a 11ª tenda de hidratação, no bairro do Méier, zona norte do Rio, próximo ao Hospital Municipal Salgado Filho. Nesta tenda, trabalham 45 médicos voluntários cedidos pelo Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.   Voluntários do Pan   Os quatro mil voluntários que atuaram durante os Jogos Pan-americanos, no Rio, em julho do ano passado, serão convocados para ajudar no trabalho de prevenção no combate à dengue, no Estado, segundo informou nesta terça-feira, 8, da Secretaria Estadual da Saúde. A decisão foi acertada durante a manhã, em uma reunião realizada no ginásio do Maracanãzinho, entre os secretários estaduais de Saúde, Sérgio Côrtes, de Segurança Pública, José Mariano Beltrame e 160 líderes comunitários do Rio.Os guias cívicos selecionados receberão orientação da Secretaria de Saúde sobre o trabalho que vão desenvolver nas comunidades. Eles serão contratados por, em princípio, dois meses e vão receber uma ajuda de custo de meio salário mínimo por mês.

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