Dengue já pode ter matado 119 pessoas no Estado do Rio

Casos aguardam confirmação oficial; Forças Armadas abrem hospitais

da Redação, estadao.com.br

31 de março de 2008 | 11h33

No fim de semana, pelo menos cinco novas mortes suspeitas de dengue foram registradas, três delas de crianças, no Estado do Rio de Janeiro. Ainda sem confirmação oficial, elas se somam aos 54 mortos contabilizados pela Secretaria Estadual da Saúde. Outros 60 óbitos notificados estão sob investigação laboratorial. No total, 119 pessoas podem ter morrido por causa da epidemia. Veja também: Especial - A ameaça da dengueEmbrapa desenvolve inseticida para morador usar em criadouroJuíza determina que SUS garanta vaga para doenteDengue atinge status de epidemia no RioEpidemia de dengue ameaça 30 cidades do PaísCabral defende fechamento de hospital que pode tratar dengue  A capital lidera o número de mortes oficiais: 31. As Forças Armadas abrem nesta segunda-feira, 31, três hospitais de campanha para ajudar no atendimento aos doentes da epidemia de dengue. O número de casos notificados em todo o Estado já chega a 45 mil desde janeiro - nos 12 meses de 2007, foram cerca de 66,5 mil casos da doença. A Aeronáutica apresentou no domingo as barracas do seu hospital de campanha, que vai funcionar na Barra da Tijuca. Ele será o único das três unidades militares que terá as portas abertas ao público. A unidade tem um laboratório capaz de fazer exames de sangue para diagnosticar a doença em poucos minutos e uma UTI móvel. Os hospitais do Exército, na Vila Militar de Deodoro (zona norte), e da Marinha, em Nova Iguaçu, receberão somente casos encaminhados pela rede pública para hidratação venosa. O governo estadual, que já inaugurou quatro tendas de hidratação na região metropolitana, abrirá outras duas nesta semana. O cenário é caótico na emergência pediátrica do Hospital Cardoso Fontes, que era administrado pela prefeitura e foi retomado pelo governo federal na intervenção de 2005. Mães que não conseguiam atendimento para os filhos se queixaram da falta de pediatras. A alta incidência da dengue entre crianças foi tema de uma manifestação na Praia da Barra, que teve meninas e meninos fantasiados de mosquito.  Novas vítimas Yasmin Vitória do Nascimento, de 6 anos, morreu em Realengo (zona oeste), onde morava, depois de ter sido internada em um hospital de Niterói, com suspeita de dengue hemorrágica. Deisiane Ribeiro Silva, de 12 anos, morreu na noite de sexta, também com a forma hemorrágica da doença. Ela morava num bairro sem saneamento de Itaboraí.  Milena Pinto de Lima, de 7 anos, morreu na madrugada de sábado num hospital de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ela morava na cidade vizinha de São João de Meriti. Lourdes de Almeida, de 21 anos, morreu em uma clínica particular de Duque de Caxias depois de, segundo familiares, não ter sido atendida em dois postos de saúde. Cláudia da Silva Correia, de 40 anos, morreu sábado no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. No atestado de óbito consta morte por insuficiência respiratória e hemorragia.

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