Dengue tipo 4 vira doença de notificação obrigatória em até 24 horas

Ministério incluiu seis enfermidades na lista das que devem ser informadas às autoridades de saúde

AE, Agência Estado

03 de setembro de 2010 | 11h24

Casos suspeitos de dengue 4 devem agora ser notificados às autoridades de saúde em um prazo de 24 horas. A determinação faz parte de uma portaria do Ministério da Saúde publicada ontem sobre doenças de comunicação compulsória, aquelas que obrigatoriamente têm de ser informadas pelo governo.

Além de incluir a dengue 4 em uma lista de doenças prioritárias, a portaria determina que intoxicações por agrotóxicos, casos de sífilis, picadas de cobras e outros animais peçonhentos, esquistossomose e atendimentos para vítimas de ataques de cães, gatos e morcegos passem a ser obrigatoriamente comunicados às autoridades sanitárias.

As novas regras são resultado de mais de um ano de análise e atendem às recomendações do Regulamento Sanitário Internacional, lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2005. "As normas estavam dispersas, o que muitas vezes confundia o profissional de saúde", explica a diretora adjunta do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Ela espera que o novo formato possibilite uma redução das subnotificações. "Elas ocorrem por uma série de motivos. Muitas vezes, o profissional não dá importância devida a esse procedimento que, em saúde pública, é fundamental."

Com a mudança, 44 doenças passam a ser consideradas no País como de notificação compulsória - 6 a mais do que a relação anterior, preparada em 2006. Assim como a antiga lista, a nova relação traz um grupo de infecções que, pela maior gravidade, têm de ser comunicadas imediatamente às autoridades sanitárias, como dengue 4, botulismo e cólera ou antraz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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