Dependência da internet é classificada como problema médico

Psicólogos chineses disseram que principal sintoma é a navegação por mais de seis horas ao dia

Efe

10 de novembro de 2008 | 14h23

A dependência da internet deixará de ser um mau hábito e passará a ser um problema médico como o alcoolismo ou o vício em jogos, segundo um manual de diagnóstico elaborado por vários psicólogos chineses do Hospital Geral Militar de Pequim. O sintoma principal, publicado nesta segunda-feira, 10, pelo jornal China Daily, é a navegação na rede durante mais de 6 horas ao dia no lugar do trabalho ou do estudo, além da tensão e do aborrecimento causados no usuário quando ele não pode se conectar à internet. Quase sempre os internautas dependentes dividem seu tempo entre jogos online, visitas a sites pornográficos ou de relacionamentos, compras pela internet e navegação em geral. O jornal informou que, caso seja aprovado pelo Ministério da Saúde, o manual será o primeiro do mundo em seu gênero. O médico especialista em dependências Tao Ran, que trabalha no hospital onde foi desenvolvido o manual, assegurou que é muito provável que o Ministério o aprove em 2009, algo que tornará mais simples o diagnóstico da Internet Addiction Disorder (Desordem de Dependência à Internet). Uma pesquisa realizada ano passado pelo conglomerado IAC InterActiveCorp revelou que 42% dos internautas chineses confessaram ser dependentes da rede mundial, contra 18% dos americanos. Segundo "China Daily", o tratamento para esta dependência é muito semelhante ao de outras desordens deste tipo: proibir a conexão à internet aos pacientes antes de começar a desenvolver a ajuda psicológica e complementá-la com atividades em grupo para ajudar os afetados a se socializarem. A falta de amparo familiar e a ausência de companhia e jogos reais são as principais razões para se transformar em um dependente de internet. A China é o país com maior número de internautas do mundo - 221 milhões -, à frente dos 215 milhões dos Estados Unidos.

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