Depois de consulta, cirurgia bariátrica é a mais negada

Só no ano passado, passagem por médico foi vetada 4.793 vezes; oferecer especialidades ainda é um dos problemas enfrentados

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

03 Novembro 2014 | 03h00

SÃO PAULO - Embora seja o procedimento de menor complexidade, que não envolve altos custos e tecnologias avançadas, a consulta médica é o tipo de atendimento mais negado pelas operadoras. Somente em 2013, 4.793 foram recusadas, número 2.088% superior ao de 2010, que registrou 219 recusas do tipo, segundo dados da ANS. Em seguida no ranking de procedimentos com o maior número de negativas aparece a cirurgia bariátrica, com 526 recusas no ano passado.

De acordo com André Longo, diretor-presidente da ANS, as consultas são os principais objetos de recusa por serem os procedimentos mais solicitados e pela dificuldade que as operadoras têm em oferecer algumas especialidades mais complexas ou com carência de médicos. 

No caso da coordenadora de eventos Marina Fernandes Lopez, de 53 anos, a recusa veio em uma especialidade comum. “Passo com o mesmo dermatologista há anos. Ele acompanha os meus problemas no cabelo e nas unhas decorrentes do hipotireoidismo. Em setembro, o plano deixou de autorizar a consulta na clínica”, conta ela, cliente da Medial, empresa recentemente comprada pela Amil.

“O médico continua atendendo o plano, mas a Medial não autorizou. Tenho problemas de queda de cabelo graves e estou há dois meses sem tomar a fórmula porque só o médico pode passar”, conta.

Mercado. A Amil diz que “mudanças na rede credenciada fazem parte da dinâmica de mercado” e entrou em contato com Marina para oferecer alternativas de profissionais que prestam serviço equivalente.

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