Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Depois de morte de turista, Suíça faz apelo por vacinação

Berna insiste sobre a necessidade de que turistas que pensem em ir ao Brasil sejam vacinados antes de embarcar

Jamil Chade, Correspondente, O Estado de S.Paulo

08 Março 2018 | 07h20

GENEBRA - A morte de um suíço de febre amarela depois de ter viajado ao Brasil leva o governo do país europeu a elevar seu alerta sobre a situação no País. A informação foi confirmada pelo Escritório Federal de Saúde Pública, em Berna, que apela agora a todos os turistas que tenham planos de ir ao Brasil que sejam vacinados antes de embarcar. 

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As autoridades suíças não deram detalhes do local para onde o turista viajou nem seu nome, mas indicou que, ao retornar da viagem, foi internado e diagnosticado com febre amarela.

O Estado apurou que a vítima, de 44 anos, não se vacinou antes da viagem que faria à Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Em fevereiro, ele foi internado na UTI de um hospital de Zurique e, no dia 28 de fevereiro, não sobreviveu. 

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Em um alerta, Berna insistiu que o caso revela a importância da vacinação, já que 15% dos contaminados poderiam não sobreviver.

"A vacinação contra a febre amarela é expressamente recomendada para a maior parte das regiões do Brasil", afirmou Berna, que também sugere uma proteção contra mosquitos. Aos turistas que não estejam vacinados, o governo pede que passem por exames ao retornar do Brasil.

De acordo com os suíços, entre julho de 2017 e fevereiro de 2017, 723 casos de febre amarela foram confirmados no Brasil, dos quais 237 não sobreviveram. 

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As autoridades da Suíça indicam ainda que o número de casos de estrangeiros contaminados aumentou nas últimas semanas. Além do suíço, três chilenos, três argentinos e um romeno também foram confirmados com a doença. 

"O aumento exponencial de casos humanos e animais constatados entre janeiro e fevereiro de 2018 ocorre, provavelmente, devido ao fato de que a circulação do vírus na região persiste e que ela é esperada em novas regiões, entre elas centros urbanos de grandes cidades", disseram as autoridades suíças.

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