Descoberta nova técnica para transplantes em diabéticos

Segundo artigo publicado na 'Nature', técnica testada em macacos pode evitar rejeitão

Efe,

28 de outubro de 2007 | 17h16

Uma equipe de cientistas americanos desenvolveu uma nova técnica que pode evitar a rejeição dos transplantes de ilhotas pancreáticas (ilhotas de Langerhans) em pacientes diabéticos. Apesar de o transplante de ilhotas de pâncreas ser uma técnica promissora para muitos pacientes com diabetes tipo 1, ainda apresenta dificuldades para que os enxertos resistam a longo prazo. Até agora, a luta para evitar que o sistema imunitário termine rejeitando os transplantes era focada em tratamentos de eliminação de algumas células T, encarregadas de suprimir elementos estranhos no organismo. Segundo um artigo publicado na revista científica "Nature", neste domingo, 28, a equipe de pesquisadores analisou, em macacos com ilhotas transplantadas, o efeito de reduzir também a quantidade de células B, linfócitos dos quais depende a imunidade medida por anticorpos. Foi descoberto que a combinação de globulina antitimócito, um preparado anticélulas T, com o anticorpo rituximab, que ataca as células B, conseguiu prolongar a sobrevivência dos enxertos nos animais. Empregado no tratamento de uma forma de leucemia, o linfoma não-Hodgkin, o rituximab é um anticorpo monoclonal que se une a uma proteína - o antígeno CD20 - na superfície das células B tanto normais como malignas e, a partir dessa união, reúne a ação das defesas naturais do organismo para atacar as células B malignas. Dirigido por Ali Naji, da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia (EUA), o relatório revela que a sobrevivência a longo prazo das ilhotas transplantadas também consegue normalizar os níveis de açúcar no sangue. Os cientistas destacam ainda a necessidade de estudos posteriores para analisar o potencial desta técnica também em humanos.

Tudo o que sabemos sobre:
Naturediabetestransplantes

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.